<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698</id><updated>2011-07-07T14:54:10.558-07:00</updated><title type='text'>doenças</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-165755735121144112</id><published>2010-04-23T15:22:00.001-07:00</published><updated>2010-04-23T15:26:59.124-07:00</updated><title type='text'>Revista Intensivismo Neurologico</title><content type='html'>&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try  {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.josebrasilteixeira.med.br/RevistaIntensivismoNeurologico.pdf"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 100px; height: 143px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iXOBPDQQodo/S9IdxdtzslI/AAAAAAAAABk/IKQ2XNAthHM/s320/RevistaIntensivismoNeurolog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463462033581388370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.josebrasilteixeira.med.br/RevistaIntensivismoNeurologico.pdf"&gt;Revista Intensivismo Neurologico&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-165755735121144112?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/165755735121144112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/165755735121144112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2010/04/revista-intensivismo-neurologico_8670.html' title='Revista Intensivismo Neurologico'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iXOBPDQQodo/S9IdxdtzslI/AAAAAAAAABk/IKQ2XNAthHM/s72-c/RevistaIntensivismoNeurolog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-3057240152901481560</id><published>2008-08-16T14:50:00.001-07:00</published><updated>2008-08-16T14:50:50.808-07:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>Olhar a meio pau, olhos ardentes, sensação de cansaço, difícil concentração, bocejos freqüentes, peso na cabeça e astenia, é tudo culpa de uma noite de insônia. E, embora exista quem a cultive, como regra é muito chata.&lt;br /&gt;         A perda do sono natural e fisiológico, ocorre por muitas causas. A conhecida insônia pode estar ligada a quadros de depressão e a situações de ansiedade transitória ou crônica. Já o idoso, normalmente, dorme menos. Bem como tal ocorre em resposta a situações que ocupem sobremodo o funcionamento consciente ou inconsciente de nossa mente. Assim, um assunto diurno que tenha chamado a atenção de nosso cérebro, que tenha mexido com as emoções, poderá levar a nossa mente a reagir com um pesadelo, com um sonho cheio de envolvimento e ansiedade; ou ainda, mesmo depois de conciliarmos o sono, voltarmos à vigília e assim permanecer até o amanhecer. Tudo por pura excitação, a qual é causada por sobrecarga dos circuitos cerebrais.&lt;br /&gt;         E como funciona? Regularmente, em muitos setores das nossas vidas, o  funcionamento é cíclico; por exemplo, o ciclo menstrual, o ciclo do humor - triste ou eufórico – e o ciclo da fome, entre outros. Pois, também é cíclico o nosso relógio biológico, onde está incluída a alternância de sono e vigília. Pois a regularidade de todos eles é extremamente necessária ao bom funcionamento do organismo.&lt;br /&gt;         A alternância do sono/vigília e da vigília de forma que se possa chamar de fisiológica, é feita por uma estrutura nervosa reguladora que localiza-se no tronco cerebral, conhecida por ”substância reticular ascendente”, a qual, além de um compasso próprio, recebe estímulos de outras regiões do cérebro,  do córtex frontal e do hipocampo, principalmente das memórias recentes aí localizadas, que estimulam a vigília. E é nesta região do tronco cerebral e em sua alteração onde somos vitimados pela insônia.&lt;br /&gt;         Embora queixas de uma noite sem dormir – ou duas, ou várias – ocasionalmente sejam pranteadas e que sejam relatos comuns de consultório, gostaria de tecer algumas considerações a essa ”desdita“ condição.&lt;br /&gt;         Que me reconheça, na vida, desde a juventude, mas nunca de forma doentia, passei por inúmeras fases com esse tipo de alteração do sono, é verdade que fisicamente incômoda; no entanto, convivi com elas como sendo grandes momentos de contemplação interior, de análise das minhas circunstâncias de vida e donde retirei grandes decisões de vida. Quanta poesia fiz, com múltiplas direções e quantas rimas retirei do sono ausente! Quantas vezes recoloquei nos trilhos minha vida descarrilada no bendito silêncio da noite, quanto mais longo mais produtivo! Quanto perdão e quanta reza me aproximou de Deus neste “infortúnio”! Quanta decisão bem pensada me brindou esse pseudo-desconforto! E sei que neste aproveitamento, igual a muitos leitores, não estou sozinho. Como se não bastasse, pergunto-lhes, desde o início do mundo, quanta criação nasceu das malhas deste silêncio?&lt;br /&gt;         Tempos atrás visitei uma feira de inventores; ao ter a atenção voltada para uma janela que era de correr e de abrir ao mesmo tempo – além de poder ser totalmente removida para ser pintada – disse-me o inventor ao falar sobre um detalhe fundamental do invento: ”isso me fez perder muitas noites de sono”! Viram?&lt;br /&gt;         Pois na saída e naquele entardecer, ocorreu-me um a fato desagradável: fui abalroado por uma moto - sem danos materiais ou pessoais – dirigida por um jovem trabalhador no seu primeiro emprego e com carteira de habilitação probatória. A única avaria é que a moto do seu patrão ficou sem ignição, o que o obrigou a chamar seu superior. A associação dos seus fatos produziu no rapaz uma extrema intranqüilidade, principalmente por possíveis desfechos, um deles o de vir a perder a carteira. Ambos tínhamos culpa e ambos éramos inocentes, havíamos sido juntados pelas circunstâncias. Mesmo assim o jovem, sentindo-se desprotegido pediu-me que lhe fizesse companhia e que esperasse seu patrão; o que não fiz, visto que ficaria tarde e tinha junto a minha família.          Naquela noite e nas duas seguintes, curti uma insônia. Naquele episódio havia se esfumado em mim – do que me arrependia – uma virtude chamada solidariedade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-3057240152901481560?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3057240152901481560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3057240152901481560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/08/insnia.html' title='Insônia'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-3658390001627197967</id><published>2008-07-30T13:34:00.001-07:00</published><updated>2008-07-30T13:34:53.426-07:00</updated><title type='text'>Vencendo a morte</title><content type='html'>Vencendo a morte&lt;br /&gt;         A morte, certamente, é um dos fenômenos mais misteriosos à nossa consciência, mas, sobretudo, quanto à influência que exerce sobre a nossa inconsciência. Basta analisarmos que uma das mais potentes forças do ser vivo, a manutenção da vida, o seu resgate constante da possibilidade da morte, o fazemos continuamente e sem pensar. Alguém já disse que os vivos são cada vez mais comandados pelos mortos, o que é verdade, mas esse é um outro assunto, filosófico e quiçá verdadeiro na sua mais profunda acepção, a ser tratado em outra oportunidade, mas que tem sua desvenda cada vez próxima.&lt;br /&gt;As crianças não sabem o que é a morte, os adolescentes não acreditam nela, o adultos a temem como uma coisa remota e a maioria dos velhos desdenham dela. Por um lado, a morte sempre foi um desconforto tal à consciência humana que, como defesa à concepção de finitude da vida, foi concebida a vida eterna na forma inicial de intuição, antes mesmo da concepção religiosa. O que a torna algo espontâneo na mente humana desde séculos, pois, muito antes de Deus andar semeando mundo afora os eventos de que fala a Bíblia e precedendo aos profetas mais confiáveis, existe uma certeza de que, após a morte, de alguma maneira, permanecemos vivos.&lt;br /&gt;Foi assim desde as mais remotas culturas, a julgar-se pelos achados arqueológicos em que, espalhados pelas mais longínquas latitudes e em várias fases da história remexida da antigüidade  e até na pré-história, em continentes diferentes e em épocas milenares e não tanto, foram encontradas oferendas e rituais reveladores da crença de uma possível vida após a morte, independente do grau de cultura.&lt;br /&gt;Surpreendentemente, a ciência de hoje já contém em seus arquivos de descobertas científicas dados reveladores sobre esta possibilidade, como a suposta existência física de uma outra dimensão, paralela à nossa.&lt;br /&gt;         A verdade é que a filosofia e a ciência vêem amadurecendo conhecimentos que tornam a morte cada vez, no mínimo, mais distante e misteriosa, e até temida, menos fantasmagórica e mais vulnerável, conseqüência dos atos de semideuses modernos, os cientistas. Descontada a utópica e poética busca da eterna juventude – puro narcisismo - às custas de uma qualidade de vida ofertada pela condição de sermos uma civilização avançada e do desenvolvimento da medicina, via descobertas da ciência, estamos morrendo cada vez mais tarde em idade. Embora nos matemos de outras maneiras, milhões de mortos em guerras no último século e sem previsão de paz no atual, mera quimera. Por outro lado, ciências como a tanatologia estudam a morte em todas as suas relações físicas e metafísicas, tornando ao homem mais fácil vencê-la através do conhecimento. Entre seus recursos está, também, a criogenia, o congelamento de pessoas vivas por tempo indeterminado, à espera de soluções às maiores ameaças à vida. E sujeitas a descongelamento posterior, com volta ao convívio. Além da nanotecnologia, uma ciência que se vale de recursos ultramicroscópicos para, entre outras coisas, criar tratamentos a serem feitos a nível celular, como o conserto de moléculas doentes nos organismos vivos. A prevenção do seu envelhecimento acelerado e o adoecimento tecidual através da ação de substâncias oxidativas (enferrujantes dos vários tecidos) será uma de suas conseqüências.&lt;br /&gt;         Como vêem, estamos vencendo gradativamente a nossa maior inimiga, hoje quase agonizante. Pena que nem todos acreditem, muitos ajam contra, poucos tenham plena consciência destes avanços e que para alguns seja questionável o seu merecimento e benefício. Mas não tem volta, a morte está morrendo.  www.josebrasilteixeira.med.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-3658390001627197967?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3658390001627197967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3658390001627197967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/07/vencendo-morte.html' title='Vencendo a morte'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-4541404215231245176</id><published>2008-07-30T13:32:00.000-07:00</published><updated>2008-07-30T13:33:25.567-07:00</updated><title type='text'>Mas continuamos a morrer</title><content type='html'>Semana passada, escrevi aqui o quanto a morte está cada vez mais domada, via avanços do nível sócio-econômico, da ciência em geral e da tecnologia, aplicadas pela medicina, pelas políticas públicas e pela difusão na mídia e publicações as mais variadas sobre como cuidar do corpo e de sua saúde.&lt;br /&gt;         No entanto, tirante as doenças comuns de estação, as sazonais, os hospitais continuam cheios  de pacientes que, à rigor, não precisariam exatamente estar ali. Tudo por que não acreditam na prevenção, ou por que acham que aquilo que se sabe que pode acontecer, só vai acontecer com o vizinho, mas não consigo.&lt;br /&gt;         As ciências da saúde, em especial a medicina preventiva e a medicina convencional, sabem, hoje, com absoluta segurança, o quê causa o quê, na saúde humana em geral.&lt;br /&gt;         Simplificando, a medicina, atualmente, sabe que tal doença que se apresente em um paciente foi produzida por um agente causador, o mais das vezes, evitável, ao longo da sua vida pregressa. Até mesmo a maioria das doenças genéticas e as hereditárias já podem ser detectáveis e atendidas a tempo e são infinitos, tanto os exemplos quanto os casos clínicos evitáveis que nós médicos atendemos.&lt;br /&gt;         Quase tudo tem relação de causa e efeito. E graças ao auxílio da mídia e das publicações científicas, cada vez mais disponíveis nas bancas de revistas e nos programas científicos em canais apropriados , sabemos os riscos que, tanto o corpo humano, como o meio ambiente onde ele vive, corre durante tal e qual exposição e por quanto tempo.&lt;br /&gt;         Tomemos como exemplo três agentes causadores de muitas enfermidades que estão por trás da maioria dos óbitos: o tabagismo, a hipertensão arterial e a obesidade. Tal é sua importância no que se refira ao mal que causam ao corpo e sua saúde que, se num exercício de imaginação, nós pudéssemos retirar dos consultórios, dos hospitais ou das UTIs aqueles pacientes que lá estão, por causa  desses fatores, estes ambientes estariam sempre com meia lotação.&lt;br /&gt;         O hábito do cigarro está relacionado com doenças do aparelho circulatório, a muitos tipos de câncer nos mais variados órgãos, à insuficiência respiratória, a fetos mal gerados, a dores na coluna e a um sem número de doenças oxidativas que enferrujam o organismo, envelhecendo-o precocemente. Nunca esquecendo de citar a velha impotência sexual, fato que qualquer fumante com ao redor de cinqüenta anos já sabe (sofre, mas esconde).&lt;br /&gt;         A hipertensão arterial, uma doença insidiosa, que trabalha como um cupim, se não for tratada com o rigor que merece, leva a acidentes vasculares cerebrais - isquemias e derrames - , à insuficiência cardíaca, renal e arterial em toda a economia do organismo. Uma doença presente em um assustador número de atestados de óbito, como agente inicial causador da morte.&lt;br /&gt;         E por último, os gordos. Esses, para começar, além das muitas doenças a que estão sujeitos, como diabete, a própria hipertensão arterial e sua cascata, maior trabalho cardíaco, alguns tipos de câncer, como o de mama, por exemplo, colesterol elevado, depósito de gordura nas artérias, doenças articulares (joelhos, tornozelos e coluna vertebral), são mais difíceis de serem examinados, por motivos óbvios. Mais difíceis de serem manipulados pela enfermagem e são, também, mais difíceis de operar. Enfim, os gordos, muitos deles naturalmente muito alegres e simpáticos por natureza, são difíceis até para carregar, depois de mortos. Não fossem aqueles modernos carrinhos que agora são usados para levar o féretro, a maioria dos gordos só teria público em seus velórios mais para o início desse. Duvidam? Pois, perguntem aos coveiros o que eles sentem quando têm que colocar um gordo numa sepultura dessas que ficam no andar de cima..... (é, literalmente, o que se chama de “peso morto”)&lt;br /&gt;         E a maioria destas são doenças evitáveis ou controláveis, se tratadas com o rigor merecido, com convencimento, determinação e disciplina, inclusive com a troca ou abandono de hábitos.&lt;br /&gt;         Cá pra nós, com tantos cuidados preventivos disponíveis ao saber geral e incluindo medicação gratuita na rede pública, hoje em dia morre quem quer! Salvo ignorância  a respeito dos riscos ou atitudes relapsas.&lt;br /&gt;         Aliás, a ciência já descobriu que o nosso corpo, como uma máquina que é, é feito para durar até 120 anos. Depois, seria só a transição!                       www.josebrasilteixeira.med.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-4541404215231245176?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4541404215231245176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4541404215231245176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/07/mas-continuamos-morrer.html' title='Mas continuamos a morrer'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-4463883811230262696</id><published>2008-06-30T14:35:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T15:08:49.493-07:00</updated><title type='text'>Depressão</title><content type='html'>A depressão é uma doença insidiosa ou aguda, que se manifesta de forma variada em seus sintomas, de modo evidente ou velado ao longo da vida. Estima-se que 20% por cento da população mundial, ou tem, teve ou terá episódios depressivos ou a doença clássica - também conhecida como depressão maior - em um dado momento de suas vidas. Nem sempre evidente na forma mais cruel de mundo arrasado, podendo enganar a seus acometidos por toda uma vida, bem como aos médicos, mesmo experientes, se não estiverem atentos para a possibilidade da ocorrência ou concomitância com outra patologia clínica eventual.        &lt;br /&gt;As mulheres, em proporção de duas para cada homem, por sua condição hormonal e da ainda relativa submissão cultural, padecem mais freqüentemente da doença ou dos sintomas depressivos. É facil observarmos, pois, sintomas desta ordem no período da menarca, na submissão cultural da adolescência em algumas famílias conservadoras, nos fracassos das primeiras experiências amorosas, nos casamentos sem amor ou precipitados, no período da gravidez, no período puerperal (depressão e/ou psicose pós-parto), por perdas cumulativas da vida afetiva e, finalmente, na menopausa e pós-menopausa. Evidente, estas não são causas obrigatórias, mas que favorecem a instalação do quadro mórbido. E estas perdas afetivas, os insucessos ambientais, podem exercer um efeito desencadeante igualmente nos homens.                Existe uma tendência genética, familiar, para a depressão, basta que se verifique a incidência de duas comorbidades comuns à depressão em alguns membros de uma mesma família, o alcoolismo e o número de suicídas em um mesmo grupo familiar.&lt;br /&gt;No entanto, uma pessoa com tal tendência é capaz de atravessar toda uma vida convivendo em um ambiente estável, de poucas perdas e de relativo sucesso, sem evidenciar a doença. Mas, algumas vezes, nasce-se deprimido, é possível; são crianças que desde a gestação podem mostrar-se hipoativas no ventre materno, choram muito e sem motivo aparente desde o período neonatal e na primeira infância, brincam sós, tem difícil motivação e riem pouco, com escassa adapatação social e rendimento intelectual inferior. Seus sintomas físicos principais são os dirtúrbios de sono, a falta de amadureciemnto no controle dos esfíncteres e o temperamento dependente, carente. Se somarmos à essa condição natural um ambiente onde o mal maior é a ameaça da segurança infantil, através da ruptura dos laços familiares, por exemplo, pais que não se acertam e que estão em contínuo processo de litígio explícito, tais condições alimentam a instalação dos sintomas depressivos na infância, bem como as mais variadas desestrutras de família. E como a criança não sabe expressar seu desconforto anímico com palavras claras ou argumentos, apresenta queixas simbólicas, como distúrbios de sono, poliqueixas, mau rendimento escolar, hiperatividade, tristeza, mau desenvolvimento físico e, em algumas situações agudas, como viagem dos pais ou a perda afetiva do seu cãozinho, de uma avó ou babá, apresentam até febre sem infecção.        &lt;br /&gt;É costume chamar-se a depressão de "o portal da morte". Em matéria de negativismo, verdadeiramente, a depressão é muito parecida com a ausência de vida; nela a preciosa individualidade da alma perde o sentido, o entorno se desvanece, o azul do céu torna-se cinza e a alegria passa a ser triste. E a forma mais viva de vida de uma mente, que é a criatividade, some e a vida passa a ser um pesado fardo diário e crônico. Por isso, o entusiamo pelo presente e as boas perpectivas de futuro desaparecem, é a deseperança. E como a libido é a forma biopsicológica mais potente das forças humanas, homens e mulheres deprimidos desinteressam-se pelas atividades ligadas à conquista e ao sexo; ou passam a exercê-las de forma complicada, insatisfatória e doentia, como em algumas perversões.          &lt;br /&gt;De forma didática e eloqüente, o luto pela perda de um familiar querido é o exemplo mais claro de estado depressivo. No período desta vigência triste, a pessoa afetada envolve-se muito em uma vivência mórbida, perdendo o interesse pelas situações do entorno, não querendo falar, não querendo ver, preferindo o isolamento, desinteressando-se pela higiene pessoal e por seu aspecto físico. Perde o apetite e os motivos vitais; e a manifestação maior da dor é o choro contristado, além de uma particular falta de perspectiva imediata pela vida. Tal é o luto, um quadro clássico de tristeza, muito semelhante à depressão emocional. No entanto, o luto é uma manifestação fisiológica da nossa mente, um sentimento normal embora doloroso, vivenciado eventualmente por mentes sãs e acaba por ser uma experiência emocionalmente útil. Embora o luto possa tornar-se patológico, como veremos adiante, passados alguns meses, gradativamente a pessoa enlutada vê diminuida a sua tristeza e dor e os sintomas mórbidos vão desanuviando-se. E, lentamente, a tristeza no trato da memória da perda passa a dar lugar à lembranças agradáveis e relação ao ente perdido e este ocupa então um outro lugar na escala dos sentimentos com menos percepção dolorosa. Assim é o normal.               &lt;br /&gt;Quanto ao luto patológico, diz-se daquele estado mórbido que ganha contornos magnificados, algumas vezes sem a depressão explícita, mas com grande repercussão emocional e física, inclusive chegando o enlutado patológico ao extremo de atentar contra a vida; são suicídios ou tentativas ocorridas na vigência de estado de luto recente ou não, mas mal resolvido. Ou mesmo, o desenvolvimento de patologias físicas adquiridas após uma perda grave: diabetes, hipetensão arterial, enfarto do miocárdio, formas de câncer e qualquer outro padecimento físico adquirido por luto mal resolvido, em nível subconsciente.               &lt;br /&gt;Além do luto, este como uma forma extrema de depressão transitória, outras circunstâncias ambientais e adventícias podem proporcionar uma vivência similar. Situações comuns do dia-a-dia, como a derrota de seu time do coração, o insucesso em um exame vestibular ou outro concuros importante, um acidente com danos materiais com seu carro novo, uma traição afetiva, um divórcio, um arrombamento de casa, a perda de um emprego ou qualquer outra importante frustração de expectativas, podem exercer efeito cumulativo, com o mesmo efeito de perdas afetivas e influir em um estado depressivo. E se houver predisposição, na dependência de caracteres individuais, desenvolver a enfermidade com um caráter que chamamos de exógeno, por vir de uma origem externa. Dentro desta linha, se quisermos poderemos chamar a depressão genética de constitucional ou endógena; ou propriamante de depressão-doença.            &lt;br /&gt;Mas, nem sempre a depressão apresenta-se sob a forma clássica e com seus sintomas mórbidos conhecidos. Algumas pessoas passam uma vida inteira doentes sem que se faça um diagnóstico e sem que elas dêem-se conta de que aquilo que se traduz em conformidade com a infelicidade e uma vida de desmotivação, uma verdadeira coleção de insucessos e deseperança, na verdade, é uma depressão não clássica que chamamos de "doença depressiva mascarada". Pessoas assim acometidas apresentam sintomas crônicos nebulosos, como perda de memória, dificuldade de concentração, tristeza, irritabilidade, perda do impulso sexual, distúrbios de sono, modificação do apetite, sensação de sentir-se inadequada, astenia, agitação psicomotora, desesperança, dores crônicas jamais diagnosticadas em sua origem e de difícil tratamento, além de hipocondria e que transformam o ato de viver em carregar a vida como se fosse um peso desconfortável. Estas podem ser, e com freqüência o são, pessoas deprimidas de forma velada, às quais os médicos, generalistas ou não, deverão estar atentos, pois se não tratarem o estado emcional junto aos sintomas e às doenças clínicas concomitantes, jamais curarão seus pacientes. Até porque, estas pessoas, em busca de conforto e solução, migram por diferentes médicos em busca de um socorro que não atentam qual exatamente é ou qual o verdadeiro alvo, no caso, a depressão velada.          &lt;br /&gt;Por fim, é necessário acrescentar-se que a neurociência moderna prorporciona vasto conheciemnto sobre a biopatologia da depressão. Áreas do cérebro são anatomicamente envolvidas no seu disfuncionamento, como a cortex anteroinferior  e os núcleos da base, onde se formam as emoções. Doenças físicas, como os acidentes vasculares cerebrais com lesões anteriores no hemisfério direito, bem como a enfermidade de Parkinson, relacionam-se com freqüência a esta patologia do humor e do afeto.&lt;br /&gt;Além do quê, existe uma bioquímica, cuja disfunção está bem esclarecida nesta entidade, com deficiência de função das substâncias neurotransmissoras.&lt;br /&gt;Por isso, além do tratamento psicológico e psiquiátrico da entidade, torna-se tão claro o auxílio da reposição medicamentosa no tratamento isolado ou coadjuvante, com freqüente sucesso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-4463883811230262696?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4463883811230262696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4463883811230262696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/06/depresso_30.html' title='Depressão'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-5571562199209886956</id><published>2008-05-31T15:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T13:24:36.306-07:00</updated><title type='text'>Transferência de vida</title><content type='html'>Transferência de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de 2 anos atrás, em afortunada oportunidade, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul organizou e patrocinou, através de especialistas da área, um Simpósio Nacional de Células Tronco. Ocasião em que os numerosos assistentes, que lotaram as dependências de seu salão de atos, puderam observar duas conclusões surpreendentes: o estágio avançado em que se encontrava o uso terapêutico das diferentes células desta linhagem primitiva, também em nosso meio, bem como as excelentes perspectivas sobre sua expansão futura. E a convicta posição da religião católica, contrária às pesquisas com células tronco embrionárias.&lt;br /&gt;Defendia a religião, através de seus representantes, que um embrião desde a sua concepção e de sua primeira multiplicação celular, já tem vida e identidade genética; que mesmo congelado por mais de três anos e desprezados - e até esquecidos - pelos seus autores biológicos, ele tem vida em potencial, sendo portanto intocável e inviolável, se não que para sua finalidade primária e única, evoluir para a complementação da vida. Nesse particular, de lá para cá, nada mudou. Mas, será que existe uma alma embrionária, ela, a arqui-essência da vida na visão católica. Será?&lt;br /&gt;Será que uma tela, pincéis, bisnagas de tinta e a presença inerte do artista se traduzem, potencialmente, em uma obra prima, por si só? Será que a vida do embrião não lhe foi transferida desde os espermatozóides e do óvulo - ou óvulos, que também são seres vivos? E que os primeiros, morrem aos milhões, contribuindo apenas com enzimas que darão redenção a um único a atingir o estágio seguinte de vida, a fecundação?. Será a natureza anti-ética neste proceder? Ou seja, a morte de tantos espermatozóides vivos e guerreiros? E será a ética imutável? Ou a ética, necessária e indiscutível, acompanha apenas os fatos consumados e é criada à reboque destes? Ou será que a alma não só se instala com a consciência humana e com ela evolui e cresce, como uma entidade independente da vida orgânica, como na neurociência já existem indícios? Ou como acredita o espiritismo, ciência, filosofia e religião, por exemplo.&lt;br /&gt;Até a alguns anos atrás, como no Simpósio também foi abordado, morte significava a parada dos batimentos cardíacos e dos movimentos respiratórios; hoje, com o inequívoco diagnóstico de morte cerebral e os recursos da ciência, um morto em potencial ainda é capaz de transferir vida e qualidade dela a muitas pessoas ao mesmo tempo. Porque? Por que o conceito de vida mudou, mudando também a ética que o regia. E mudou o tempo em sua impermanência dos fatos e suas conseqüências.&lt;br /&gt;No contraditório à posição convicta da Igreja, como pode não ser possível enxergar que a ciência de hoje - muito longe dos tempos em que Copérnico teve que omitir seus conhecimentos durante toda uma vida, em que Galileu foi condenado por acreditar em um óbvio conhecimento novo, enquanto bruxas eram massacradas - é a mesma: a surpreendente e inovadora ciência, mas muito mais sábia!? Como, além dos antolhos, não enxergar que a manipulação dos embriões com a finalidade de cura de múltiplas enfermidades, apenas redireciona e transfere suas vidas potenciais a muitos condenados à morte!?&lt;br /&gt;Como o assunto é momentoso, face à posição animadora do Superior Tribunal Federal ao liberar as pesquisas, até então entravadas, sob os protestos das entidades católicas, há o que se refletir. Primeiro, comemorar-se as novas perspectivas que a ciência adquiriu de forma legal de promover a vida ou a melhoria da qualidade dessa para uma infinidade de pacientes. O que virá a ocorrer aos poucos; imagina-se que dentro de 10 anos teremos disponíveis esses avanços a um público mais universalizado. Segundo, se nada mudou na opinião da Igreja e como não há mais Inquisição nos moldes da Idade Média, podemos perceber que ela própria, a Igreja, está acendendo suas próprias fogueiras e imolando-se. Pergunta-se: nesses mais de 2 anos de posição inarredável, quantos fiéis terá ganho a religião católica com sua opinião contrária à transferência de vida, via pesquisa com células tronco embrionárias, e quantos fiéis abandonaram seus bancos, pelo mesmo motivo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-5571562199209886956?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/5571562199209886956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/5571562199209886956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/05/transferncia-de-vida_3628.html' title='Transferência de vida'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-2535227190520331103</id><published>2008-04-22T16:09:00.002-07:00</published><updated>2008-05-09T05:14:34.232-07:00</updated><title type='text'>Neurologia sexual</title><content type='html'>A ciência, longe de qualquer outra atividade do intelecto humano, por suas características de seriedade em métodos de avaliação, tendo se voltado ao homem como um fim, acabou por tornar-se o maior aliado e amigo deste. E, por sua fidelidade na busca da causa e do efeito nos fenômenos examinados, quase sempre comprovados às custas de reiterados experimentos, tornou-se a maior aliada da verdade. Exemplo disto é o elevado número de mistérios que a medicina forense, p. ex., tem transformado em fatos irrefutáveis; inclusive livrando inocentes da condenação à morte.&lt;br /&gt;A neurociência, encarregada das pesquisas na área do sistema nervoso mundo afora, é um ramo que demanda grande somas para sua atividade; é, talvez, o ramo da ciência que maior volume de conhecimento produza, desvendando o quanto ainda não sabemos sobre o tema; e que é muito.&lt;br /&gt;Fruto desta área de pesquisa, eis uma descoberta interessante que lhes passo a seguir e que é do desconhecimento do grande público.&lt;br /&gt;Ao ser completada a formação dos neurônios, lá pelo fim do quinto mês de gestação, poresse  mesmo tempo formam-se as glândulas encarregadas da indução sexual, ou as gônadas: testículos nos fetos homens e ovários nos fetos mulheres. Imediatamente, elas passam a secretar seus hormônios correspondentes, induzindo a formação dos caracteres genitais primários de cada sexo. Mas também influenciando em parte na formação do tecido nervoso. A gônada masculina, p.ex., irá influenciar na disposição de alguns neurônios em sua maturação dentro do cérebro, em especial no território de uma estrutura chamada hipotálamo, dando-lhes um posicionamento tal para que o cérebro de um indivíduo masculino tenha, também, comportamento e atos masculinos, além de um pensamento característico de homem. Com o cérebro feminino será a mesma coisa.&lt;br /&gt;É fácil notar-se o resultado destas influências, pois são conhecidos pensamentos, atitudes e comportamentos como típicos do homem ou da mulher. No caso delas, por exemplo, note-se a intuição, algumas aptidões e outras maneiras peculiares de lidar com vida, com um gestual peculiar, sempre de forma muito distinta do que faz o homem em situações iguais. Usando, para tal, funções cerebrais cujo desempenho foi orientado pela influência hormonal do sexo original na vida ainda embrionária. Esta influência hormonal das gônadas sobre o cérebro é mais um recurso da natureza em sua perfeição, para que venha a funcionar um cérebro feminino em um corpo feminino e nos machos a mesma coisa.&lt;br /&gt;Mas cabe aqui uma consideração, a qual interessa a uma porção considerável da população, as pessoas homossexuais. Pode haver falhas neste sistema endócrino-tecidual acima descrito? Se muitas alterações congênitas ocorrem em outras áreas do corpo humano, é possível supor-se que neste sistema também aconteça. Sabe-se que as gônadas masculinas secretam também pequenas porções de hormônios femininos, o mesmo ocorrendo com as gônadas femininas, que secretam pequenas porções de hormônios masculinos. Assim, um estímulo errôneo, com inversão de influência sobre o tecido nervoso na formação intrauterina, com maior influência do hormônio feminino no feto homem e do hormônio masculino no feto mulher, explicaria a homossexualidade. Ou mesmo, sobre homens assumidos como tais, por força ambiental, que se sentem mulher ou o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-2535227190520331103?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/2535227190520331103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/2535227190520331103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/neurologia-sexual.html' title='Neurologia sexual'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-107773404151267942</id><published>2008-04-22T16:09:00.001-07:00</published><updated>2008-05-09T05:30:37.061-07:00</updated><title type='text'>Dormir mal</title><content type='html'>A verdadeira dimensão dos danos ocasionados pelos distúrbios do sono, que são muitos, talvez pudessem ser aproximadamete bem avaliada se comparada a dimensão de alguém que queixasse que nunca consegue acordar ou que acorda durante não mais que duas, tres horas por dia. Já pensou o transtorno?&lt;br /&gt;O funcionamento do organismo humano, em muitas circunstâncias, obedece a uma ritmicidade cíclica, que lhe é imperiosa, sob pena de graves conseqüências. Assim é, entre muitos, a respiração, a circulação do sangue, o ciclo menstrual, o ciclo do humor e o ciclo sono-vigília, que regula o nosso precioso sono. Uma noite bem dormida é fundamental para a recuperação do desgaste celular, tecidual e orgânico, oportunizando através de um metabolismo peculiar que ocorre durante o sono de boa qualidade, como se fosse a marcha lenta de uma máquina, a  recuperação bioquímica e energética do cérebro e do corpo como um todo, com consequente descanso mental e físico, sem o quê depois de um certo tempo de insônia crônica, iniciam-se os sintomas e sinais da falta de dormir ou da má qualidade do sono individual.&lt;br /&gt;Entretanto, é muito difícil que um paciente venha ao consultório médico com a queixa principal e inicial de que tem um distúrbio de sono. Normalmente, sem que se aperceba, as queixas que lhe incomodam são aquelas conseqüentes à insônia ou ao dormir de forma perturbada e com sono não restaurador. A insonia, etendendo-se como a dificuldade de começar o sono, de ter um sono interrompido ou sono de má qualidade, sono superficial de forma continuada, por exmplo, proporcionam sintomas como cefaléia, distúrbios de memória e concentração, sonolência diurna, deficiência no aprendizado e hiperatividade em crianças, mau rendimento físico e intelectual, cansaço fácil e, quande se trata de insônia crônica extremada, podendo aparacer até convulsões. E estas podem aparecer como sendo as queixas iniciais do paciente, aquelas que mais o incomodame as que o trazem no consultório; sendo que a arguta percepção do médico deverá conduzir sempre o interrogatório sobre a qualidade de seu sono, valorizando-se em muito as respostas.&lt;br /&gt;Sem ordem de importância ou ocorrência, entre os distúrbios mais comuns do sono, este queixado pelo(a) acompanhante está o ronco, o qual quase sempre vem acompanhado de apnéia de sono, que são as paradas no ato de respirar que o roncador apresenta e que, a partir de um certo número por noite, podem representar risco de vida, com morte súbita e maior tendência a problemas cardiovasculares. Segue-se a insonia, que se for no início do sono pode estar na dependência de ansiedade crônica ou episódica e que se for insônia da metade do sono em diante quase sempre está relacionada com depressão. E cujo sucesso do tratamento dependerá da condução dada à causa básica.&lt;br /&gt;Outras queixas como, sindrome das pernas irriquietas, enurese, sono agitado, sonambulismo e conversar dormindo são apenas alguns dos distúrbios mais comuns de um total de várias dezenas de síndromes que a moderna investigação dos especialistas em sono identifica como doença. E que podem e merecem ser individualizadas e tratadas, devolvendo a normalidade a este terço da vida, oito horas por noite, e a uma vigília descansada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-107773404151267942?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/107773404151267942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/107773404151267942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/dormir-mal.html' title='Dormir mal'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-3121007362234027571</id><published>2008-04-22T16:08:00.001-07:00</published><updated>2008-05-09T05:35:44.732-07:00</updated><title type='text'>Carro velho e usado</title><content type='html'>Às custas de alguns abnegados, muitas cidades possuem clubes de colecionadores de carros antigos e aqui em Bagé não é diferente. São conjuntos de numerosos a discretos, constituídos de unidades das mais variadas marcas e procedência, as quais encantam a todos mas, principalmente, àquelas pessoas que um dia conviveram com uma dessas máquinas. E em cujas mentes existem algumas lembranças de vivências que vêm à tona com a sua simples visão. São máquinas “estalando” em seu estado geral, de apresentação primorosa por seus donos e em muito melhor condição de uso que qualquer outro carro da mesma idade. É fácil concluir-se o porquê de suas performances: trata-se de máquinas que foram bem cuidadas a vida toda e nas quais a prevenção do desgaste prematuro, através dos mais diferentes cuidados especiais, foi a regra de seu dono. Daí a boa forma das máquinas em questão, quando do seu envelhecimento.&lt;br /&gt;Os meus já muitos anos de prática médica em consultório, obrigaram-me a criar metáforas às quais recorro para tornar meus argumentos melhor compreendidos por meus pacientes interlocutores. Fato, aliás, à que a prática médica de outros colegas deve recorrer da mesma forma, cada um a seu jeito.&lt;br /&gt;Em se tratando o nosso corpo como se fosse uma máquina que se desgasta, sendo portanto perecível ao logo do tempo, tenho usado para a finalidade já expressa, a comparação deste com uma máquina comum que envelhece. E aos olhos, ouvidos e entendimento do paciente, a figura mais próxima ao propósito da comparação é o carro. Comparando-o a um carro novo e o seu rendimento, com os cuidados que lhe são prestados durante um período longo de vida e, finalmente, com um carro velho e usado e seus problemas.&lt;br /&gt;Assim, quando quero explicar ao paciente o que ocorre com o envelhecimento do seu corpo, lanço mão desta metáfora que muito tem auxiliado. Assim, em um carro novo somos capaz de colocar seis pessoas, carregá-las em alta velocidade por uma longa estrada esburacada, subir repechos sem ouvir ringidos ou barulhos na lataria, sem furar pneus, viajando de forma confortável, sem aquecimento anormal do motor, sem usar muitas mudanças de força, com segurança nas curvas e com os faróis de bom rendimento. É claro que se este carro for bem cuidado durante a sua vida útil, o seu desgaste será menor e seu envelhecimento será menos marcado.&lt;br /&gt;Se o problema do paciente for relativo aos discos da coluna, por exemplo, comparo o seu envelhecimento com o uso( e o mau uso) prolongado das borrachas de um amortecedor, que, como na coluna, desgastam-se pelo uso prolongado ou pelo mau uso. Se o problema for cansaço ao subir uma escada, devido à insuficiência cardíaca, por exemplo, comparo-o com o motor que não pode mais levar a mesma carga que quando era novo. E desse modo vou tentando me explicar.&lt;br /&gt;Assim, se você é um carro velho, já não poderá mais levar as mesmas seis pessoas que levava, a estrada não poderá mais ser esburacada por que a suspensão já não agüenta, os pneus carecas estarão sujeitos a furar, a velocidade deverá ser baixa para não ferver o motor, há que ter cuidado com os faróis opacos pelo tempo, etc. E, em tempo, cuidado ao se meter com determinadas curvas.....!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-3121007362234027571?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3121007362234027571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3121007362234027571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/carro-velho-e-usado.html' title='Carro velho e usado'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-3960319581576884575</id><published>2008-04-22T16:07:00.002-07:00</published><updated>2008-05-09T07:40:47.941-07:00</updated><title type='text'>Entrando pelo tubo nicotinoso.</title><content type='html'>Tempos atrás, a justiça indeferiu um pedido de indenização feito pelos familiares de um fumante, no qual pretendiam ligar a sua causa mortis ao hábito crônico do cigarro. Dado o momentoso assunto, aflorou na mesma época a notícia de que no Brasil existem ao redor de 60 outras sentenças semelhantes, livrando as empresas fabricantes de cigarros. Pelo mesmo motivo, foi feita naqueles dias uma enquete com ao aproximadas 700 pessoas, sobre o acerto ou não da dita decisão judicial, quando 83% responderam que concordavam com a justiça.&lt;br /&gt;O vício é antes de tudo uma tendência anormal da mente humana: o homem vicia-se em pata de cavalo, em baralho e em álcool obedecendo a mesma necessidade mental que o faz usar loló, maconha, nicotina ou cocaína. E outros atos ou substâncias com o mais variado poder de viciar , depois do ato inicial, mental e compulsivo. Para, depois deste, então, viciar-se também quimicamente, se for o caso.&lt;br /&gt;Assim, no caso do cigarro em particular, ele atrai o indivíduo em ato socialmente charmoso e demosntrando segurança, movido quase sempre por compulsão e acaba, também, por aprisionar o fumante entre as muitas substâncias químicas da nicotina. Restando, com o passar do tempo, uma situação quase fora de controle, automática e que escapa ardilosamente das soluções da vontade.&lt;br /&gt;Há 40 anos atrás, devido ao elevado grau de desinformação sobre os malefícios do uso crônico do cigarro e sua vinculação causal com o câncer de pulmãoo, diagnóstico do falecido da postulação em questão, talvez a decisão da justiça então fosse outra. O doente, talvez, naquele tempo, poderia ter sido considerado um iludido pelo fabricante. No entanto, lá, a ciência ainda não havia difundido suas pesquisas. As quais, gradativamente, foram ganhando o conhecimento dos médicos de todo o mundo, como também foram sendo absorvidas pela cultura popular. Não só a respeito de câncer de pulmão, como também sobre uma centena de malefícios orgânicos, a maioria deles sob outras formas de câncer letais ou altamente limitantes. Sem falar na brochura.&lt;br /&gt;A cultura hoje é outra, chegou-se ao ponto de um fumante ter de quase se humilhar para conseguir um lugar onde lhe seja permitido fumar. E mesmo assim o vício o submete, sem que todas estas restrições lhe despertem uma pergunta de porquê é assim, ou a tomada de um ato inteligente mais forte que a dependência. O que as restrições fazem nada mais é do que atender as exigências da proteção da maioria não fumante e de quebra sugerir ao fumante uma revisão dos seus conceitos.&lt;br /&gt;Hoje, as notícias dos malefícios são tão difundidas que até mesmo os fabricantes, por lei ou não, aderiram à sua difusão, o que lhes retira a responsabilidade judicial, transferindo exclusivamente as conseqüências ao usuário, o que justifica a decisão que deu início a esta crônica.&lt;br /&gt;Aliás, tal quadro não é somente quanto ao tubo nicotinoso; existe hoje um grau muito grande de informação disponível ao potencial usuário de muitas coisas ou possuidor dos mais diversos comportamentos perigosos à vida, que só os usa ou tem quem acredita distorcidamente que vai ser o único a ser levado de compadre pela verdade dos fatos, em ato veladamente suicida. Quem freqüenta uma UTI sabe que, diariamente, mais de um sobe aos céus, ao setor de fumantes e outros dependências celestiais contaminadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-3960319581576884575?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3960319581576884575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3960319581576884575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/entrando-pelo-tubo-nicotinoso.html' title='Entrando pelo tubo nicotinoso.'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-7125236050980841879</id><published>2008-04-22T16:07:00.001-07:00</published><updated>2008-05-09T08:17:32.130-07:00</updated><title type='text'>A ciência da medicina e alguns percalços.</title><content type='html'>Tudo que depende de criatividade, bom gosto e muito trabalho, tudo o que produz coisas boas e boas sensações aos nossos sentidos e ao nosso corpo se pode chamar de arte. E tudo que depende de pesquisa, observação, metodologia, experimentação, comprovação e que produz o progresso da humanidade, se pode chamar de ciência. Pois então a medicina é uma arte, porque depende de qualidades pessoais, manifestas, evidentes e imponderáveis de seus aplicadores, os médicos, as quais podem ser transmitidas, copiadas e ensinadas, mas que, quase sempre, se reservam o direito de serem melhor evidenciadas no autor que exercê-la. Ao mesmo tempo a medicina é, também, uma ciência. Dotada em primeiro lugar pelo maior princípio que faz progredir a ciência e que é a existência da dúvida na cabeça dos seus pesquisadores. Partindo daí, esses mesmos se entregam à investigação, à experimentação e à observação com métodos específicos, chegando, depois de muita comprovação, às conclusões científicas. E, porisso, além de arte, a medicina é também uma ciência e esta, no âmbito geral, é a mais sólida escora do progresso da humanidade sob o ponto de vista dos cuidados biológicos que lhe são pertinentes.&lt;br /&gt;O exercício da medicina é dotado de um amadurecimento milenar e que ao longo da gradação dos séculos veio adquirindo cada vez mais distancia do ato simples de curar sem se saber como e porque, via curandeirismo, e se tornando cada vez mais próximo da arte do saber mais comprovado e eloqüente, via ciência. Esta, independente da arte ou a que setor da vida humana sirva, é dotada de princípios que são por demais rígidos na sua evolução, desde o experimento, passando pelos testes e acabando nos enunciados e teorias que autorizam as suas aplicações práticas. É um longo e sério caminho percorrido, que por fim estará se responsabilizando por uma verdade científica, que será tão durável quanto a velocidade do aparecimento de uma próxima descoberta que suplante a anterior, mas nunca se antecipando a ela.&lt;br /&gt;As investigações científicas ligadas ao corpo humano e todas as ciências setoriais que dele se servem para progredir e que nele atuam buscando a sua saúde e sua manutenção, produzem toneladas de publicações científicas, anualmente. Deste total, provavelmente, sobre o sistema nervoso e mais especificamente sobre o cérebro, que é o mais desconhecido dos nossos órgãos, é que se publica o maior volume de descobertas. Então, paralelamente a isso temos que, se o cérebro é o mais desconhecido, é também sobre ele que temos sempre os mais novos conhecimentos à disposição e que, logicamente, deveria exercer uma ação mais cativante sobre a comunidade cultural. Justamente pela via científica que ampara estas descobertas.&lt;br /&gt;No entanto, com toda a seriedade que é a referida ciência, exercida comumente com arte por seus executores, a neurociência e a medicina, neste cantado inicio de milênio, que no fundo, para a maioria, não é mais que uma mera troca de calendário, assiste amiúde a uma assombrosa e pretenciosa concorrência de uma avalanche de "ismos" que se atribuem dotes curativos sobrehumanos, exercendo concorrência enganosa por seus feitos ilusórios em quem lhes dá um ingênuo crédito e relegando a maior manifestação do intelecto coletivo humano, a própria ciência, a ser uma mera espectadora boquiaberta, em muitos casos.&lt;br /&gt;Um médico, via de regra, depois de ingressar na faculdade através do concurso mais disputado do país(e porisso mesmo mais dificultoso), demora seis anos de sua vida, ou aproximadamente 22000 horas de estudo regular para se formar e ao fim do curso ter condições de ser, hoje em dia e tão somente, um bom clínico ou um bom cirurgião geral. Mas, no entanto, se quiser seguir e exercer qualquer especialidade, atualmente, um médico ainda necessita de mais, no mínimo, dois anos de estudo em serviço especializado(quando não, mais tres, quatro ou cinco anos) para obter o título de especialista, sem contar o contínuo aperfeiçoamento que deverá ter durante a vida profissional. E tal circunstancia é produto da constante produção de novas técnicas e novos e volumosos conhecimentos que se derramam sobre a área médica e suas ciências afins ou decorrentes.&lt;br /&gt;E isso tudo ocorre porque é assim que se forma uma conduta que exige seriedade e solidez científica para o exercício de uma arte que lida com a vida humana e com a qualidade de vida, via saúde mental e física. Sendo assim, é possível se perguntar, que outro ramo do conhecimento humano, julgado seriamente e com sabedoria, é capaz de cuidar da vida humana em melhores condições que a medicina, uma ciência palpável e conhecida, provada e comprovada com métodos rígidos, sérios e científicos?&lt;br /&gt;Há algum tempo, o Dr.Luigi di Bella, um médico italiano que se tornou famoso mundialmente por difundir um método alviçareiro de cura do câncer, acreditamos até que com boa intenção e com todo o respeito que nos mereceram os seus cabelos brancos e seus mais de oitenta anos, mas era um método sem base científica, que acabou ruindo por não resistir à uma investigação acurada e baseada na metodologia da ciência. Uma pena, mas é assim que se preserva a vida humana, com seriedade e, principalmente, com comprovação e explicação lógica dos fatos.&lt;br /&gt;Todas essas são verdades inarredáveis, ainda que saibamos que existe muita coisa que ainda escapa ao conhecimento de outras possíveis verdades. Mas a ciência em questão não dorme, são milhares de cabeças debruçadas em microscópios pelo mundo a fora, outros tantos milhares de pensadores a elaborar questões e na busca permanente de respostas, numa verdadeira pulverização de centros de treinamento. E, por isso, é que os milagres se tornarão cada vez mais raros e as curas de forma desligada de causa e efeito vão desaparecer, gradativamente.&lt;br /&gt;Anos atrás se teve conhecimento de uma pesquisa feita em UTIs, onde se encontravam o mesmo tipo de doente e com patologias semelhantes, nas quais, numa se fazia uso da medicina convencional e noutra usava-se a mesma terapia, associada à oração e à fé. Sendo que, nestas últimas, a melhora dos pacientes era mais rápida e duradoura, fato para o qual não se tinha explicação, além do poder teórico e milagroso da própria fé. Passados alguns anos, hoje se sabe por comprovação científica, que a fé produz no organismo, mais específicamente no cérebro, um estado de positividade inversa da depressão, que produz, por sua parte, endorfinas ou hormônios cerebrias que ativam as suas funções, reforçando as defesas e favorecendo a cura. Pois, assim como esta, outras verdades estarão sendo descobertas, acredite-se ou não e saberemos então, gradativamente, que os milagres existem, mas que são de aparecimento involuntário e aleatório e que com o progresso da ciência, existirão cada vez menos deles como tais. E se descobrirá também que, quando da sua ocorrência, se fazem às custas de forças que Deus colocou dentro de cada um de nós e com as quais um dia saberemos lidar mais lucidamente, sem mistérios.&lt;br /&gt;É uma questão de tempo e tudo assim se provará, com o trabalho e o progresso da investigação científica, para desespero dos enganadores da fé pública, onde grassa o faturamento polpudo. Ainda que esse processo terá que se ver diante das dificuldades de contrariar as leis que regem a eterna convivência do "vivo" e do "trouxa".&lt;br /&gt;Especificamente sobre o cérebro, como ocorrem as coisas e como se encaixam no nosso assunto? O cérebro é constituído de neurônios, suas unidades celulares, em número estimado de mais de 10 a 13 bilhões deles, que se ligam entre sí, anatômicamente, através de prolongamentos destas células, os dendritos, que são braços que se esticam para alcançar o neurônio seguinte ou até à distância. Apenas o número de dendritos, ou braços da célula nervosa, são em número infinitamente superior, ou seja, muitos dendritos para uma mesma célula nervosa, chegando aos trilhões e a capacidade do cérebro, em velocidade e eficiência, seja intelectual ou em outras capacidades, está ligada a quantidade destas ligações, que é variável e multiplicável ao longo dos diversos aprendizados a que se submete.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista fisiológico, ou de funcionamento da estrutura anatômica cerebral, entretanto, a eficiência da transmissão nervosa se dá às custas de substâncias que se formam no próprio cérebro. Estas atuam nestas junções entre as células e que se chamam neurotransmissores, os quais transformam essa transmissão numa função bioquímica, através destes "hormônios" cerebrais, dos quais os principais são a noradrenalina, a serotonina e a dopamina.&lt;br /&gt;Esta é a base unitária, anatômica e fisiológica do cérebro. E é aqui que ocorrem as desregulagens deste motor cerebral, cuja exteriorização é a mente e que se transformam em doenças cerebrais e mentais, onde eventuais modificações na captação dessas substâncias neurotransmissoras, no seu excesso, na demora da sua liberação ou do seu acúmulo na junção, que se produzem doenças psiquiátricas. A depressão, as psicoses, o transtorno obsessivo-compulsivo, a doença bipolar e outras graves doenças do humor ocorrem assim.&lt;br /&gt;E só têm uma maneira de serem tratadas, é através do especialista em psiquiatria, que ministrará medicamentos que irão agir nas referidas junções cerebrais para recolocar a regulagem da transmissão em dia. Só ele sabe disso, pois estudou a bioquímica do sistema nervoso e a ciência de tratar essas patologias por, no mínimo, dois anos em hospitais e ambulatórios com muitos doentes mentais.&lt;br /&gt;E se uma pessoa está com modificação do humor, tristeza, modificação do apetite, desesperança, irritabilidade, com manias diferentes, com alteração no rítmo de sono, alteração no hábito alimentar e ganhando peso ou perdendo peso inexplicávelmente, com distúrbio de memória e concentração, é possível que esteja enquadrada numa destas patologias e que só pode ser diagnosticada pelo especialista. Como se fosse uma deficiência no motor de seu carro e que você leva no melhor mecânico, ou uma dificuldade elétrica em sua casa que você chama o eletrecista, leva o relógio no relojoeiro, o sapato no sapateiro e assim por diante.&lt;br /&gt;A medicina em nossa região, mercê da evolução e dos avanços da ciência e da tecnologia, acompanha, embora de forma limitada pelo meio, esses avanços. Estão aí os diagnósticos e as cirurgias endoscopicas, a investigação por tomografia, o mapeamento cerebral computadorizado, os estudos ecográficos e seus derivados para estudos dinâmicos em artérias, o concurso efetivo das mais variadas especialidades médicas, enfim, um sem número de melhoramentos estruturais e profissionais que não existiam há médio ou há pouco tempo.E que vieram na esteira incessante da evolução da busca do diagnóstico e do mais correto tratamento. Pois, malgrado esses esforços, daquí, como de todas as partes do Brasil(e também do mundo, pois ser ingênuo é um defeito humano universal. Se não, vejamos o que diz Martin Fierro: "El vivo vive del sonso y el sonso de su trabajo".), assistimos pasmados ao avanço dos engodos dos disque 0-900, onde fantoches e andróginos estão a oferecer curas enganosas, ainda que essas possam, em alguns casos, estar dentro de cada um sem necessidade desses "especialistas". Como também assistimos ao assalto, como se provado fosse, da mais variada literatura sensacionalista e considerada da moda, como a tal de auto-ajuda, para casos que só a psiquiatria ou a intuição clínica, realmente, pode ajudar e que nunca resolve coisa nenhuma neste patamar.&lt;br /&gt;Bem com, assistimos aos eventos onde milhares de enganados acompanham o concorrido espírito dos “ Fritz” alojar-se na carcaça de qualquer pelêgo (e existem muitos ao mesmo tempo e com o mesmo espírito)de conversa convincente a iludir desesperados. Sem esquecer, por último, as seitas semeadoras do medo que pregam o bondoso Deus de todos nós como se fosse um feitor que castiga impiedosamente o mal antes de entendê-lo e que subjugam cegos fiéis dos quais retiram vultuosas somas enquanto os mesmos esperam por milagres que nunca vêm e por um Cristo que nunca virá.&lt;br /&gt;E assim, às vezes até curam, na maioria das vezes doenças que de per se curariam espontaneamente e ainda que não se discuta o proveito que esses salafrários tiram da capacidade intrínsica de cura que existe pelo poder do próprio doente e que eles creditam às suas façanhas mal explicadas. "E dele a passar a sacolinha!".&lt;br /&gt;Lamentavelmente, como a medicina e os procedimentos ortodoxos muitas vezes demandam custos e demora e porque, muitas vezes, a natureza oferece aos cuidados da medicina convencional patologias de difícil ou inexistente solução e como o mistério que envolve, por exemplo, uma atraente terapia de vidas passadas, outra pasmaceira, que pode ser provada pela ciência convencional como sendo a ocorrência de memória genética e que já vem gravada no cérebro.&lt;br /&gt;E do que faz parte também o inconsciente coletivo de Jung, é que se produz estupendo fascínio nos menos avisados e imediatistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-7125236050980841879?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/7125236050980841879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/7125236050980841879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/cincia-da-medicina-e-alguns-percalos.html' title='A ciência da medicina e alguns percalços.'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-5856005199095821412</id><published>2008-04-22T16:06:00.001-07:00</published><updated>2008-05-09T08:23:01.572-07:00</updated><title type='text'>Clonagem e sociedade</title><content type='html'>Quando em 1997, na Grã-Bretanha, noticiou-se com um alarde impactante, pelo inusitado do fato, a clonagem da ovelha Dolly, com detalhes simples e de fácil absorção polular sobre as possibilidades da técnica, criou-se de imediato no imaginário mundial leigo a pergunta de como seria, um dia, uma clonagem humana. Como a imaginação é livre, as mais variadas respostas foram dadas às diversas variações desta pergunta. Invariavelmente, acompanhadas de um fator comum, o medo de tal descoberta. Fruto do desconhecido, este sentimento velado ou explícito pautou as fantasias da sociedade, quase sempre em sua exrpressão máxima: o quê mãos inescrupulosas poderiam fazer criando pessoas idênticas, ou até mesmo exércitos delas e manipulando a vida?&lt;br /&gt;A marcha da ciência e o conceito exemplar por ela adquirido como parceira do homem é inexorável. Por tal, as conjeturas e hipóteses, ainda que incompletas, mas amadurecidas ao longo do tempo de lá até os dias atuais, fizeram com que o impacto da recente notícia da clonagem de embriões humanos tenha tornado essa realidade menos surpreendente que o que foi imaginado por ocasião do empreendimento inaugural deste avanço formidável. Pelo simples fato de que a sociedade leiga e científica de uma forma ou de outra já esperava por esse dia. A ponto da cultura televisiva ter transformado em assunto de convívio e domínio público o clone de um ser humano no dia-a-dia do expectador brasileiro; e daí, pouca coisa faltará para ser um fato corriqueiro.&lt;br /&gt;Movida pela curiosidade e pela criatividade, vocacionada pelo progresso da humanidade, a ciência é uma semi-deusa, em cujo caminho de uma só mão vai seguindo em direção à Criação e aproximando-se da condição divina e perfeita. Muitas vezes, é verdade, assustando os homens ao longo de sua trilha bem intencionada. Acaso não foi assim, polêmica, quando do primeiro transplante de coração pelo Dr.Barnard? E depois de outros tantos órgãos, em atitude logo tornada comum e especialmente salvadora? Ou não terá sido igual com o advento da cirurgia plástica reparadora ou estética, que tantas novas caras criou servindo também ao mal, como agora se teme e mexendo profundamente com a natureza?&lt;br /&gt;Fala-se em uma nova condição, em uma nova ordem de valores e em uma nova moral. Pois crie-se novos fatos, uma nova moral e uma nova ética será criada para balisá-la! Criada e conduzida pelos pensamentos mais elevados de homens superiores, igual ao que ocorreu com a ética nos exemplos anteriores citados.&lt;br /&gt;Quanto ao risco irreal de que as personalidades do clone e do ser que lhe deu origem sejam iguais, tal não ocorrerá. Apenas a fração genética da mente terá as mesmas características físicas como nos gêmeos univitelinos, mas o produto final do psiquismo do clone séra diferente, uma vez que será reacional a um ambiente distinto do primeiro.&lt;br /&gt;Como também, sob o ponto de vista metafísico e religioso, especula-se se um ser criado pela técnica da clonagem terá uma alma. Claro que terá alma, prova irrefutável que, sendo esta realmente obra de Deus, que Ele se põe de acordo com semelhante proceder. É o seu carimbo! E que não se crucifixe mais os cientistas clonadores ou muito menos se os faça arder em modernas piras inquisicionais.&lt;br /&gt;Talvez, seja esta uma oportunidade do homem manipular a vida, em redenção. Já que manipular a morte é uma arte na qual ele tem sido um mestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-5856005199095821412?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/5856005199095821412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/5856005199095821412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/clonagem-e-sociedade.html' title='Clonagem e sociedade'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-2322231867642115305</id><published>2008-04-22T16:05:00.002-07:00</published><updated>2008-05-09T08:29:47.966-07:00</updated><title type='text'>A culpa médica</title><content type='html'>Muitas vezes, quando trato neste espaço de um assunto que me preocupa e incomoda o espírito, tal funciona como uma espécie de psicoterapia por escrito. Talvez porque consiga, ao escrever, alinhar os fatos, dar a minha versão para mim mesmo e para os leitores, na esperança de obter um julgamento mais ameno, que até poderá não vir, mas a esperança, da qual também vivemos, fica lançada e age em mim.&lt;br /&gt;A boa relação médico-paciente deve ser sempre uma relação oriunda da competência dele em primeiro lugar, acrescida do bem estar emocional que o paciente e seus familiares sintam com aquele médico e do trato que este dê ao resto do "todo" do doente, que também adoece e que são as suas emoções, o seu psiquismo.&lt;br /&gt;Há algum tempo, eu tratava uma senhora ao redor de 85 anos e com razoável boa forma física, por problemas neurológicos, mais específicamente ansiedade e depressão e para o quê estava medicada. Fazia já uns 6 meses que não a via, quando em um belo sábado pela manhã fui contatado pela filha por telefone, talvez a mesma que a acompanhava às consultas, queixando que a paciente estava com mal estar no peito e que havia levado a mesma para verificar a pressão arterial, estando esta realmente elevada, perguntando-me se eu poderia visitá-la naquele momento. Meu carro estava na oficina, motivo pelo qual argumentei não poder atendê-la de imediato. Argumentei também que pelos sintomas e pelo fato da paciente nunca antes ter estado hipertensa, que o caso era mais para um cardiologista e não para a minha especialidade, a neurologia. Mas, com intensão de ajudá-la, sugeri que a paciente tomasse um diurético de ação rápida, o mais comum de todos e me coloquei óbviamente às ordens. A meia tarde fui novamente contatado, quando soube que a paciente havia saído para verificar a pressão e que continuava com a mínima acima de 100 mm de hg e como ainda não haviam consultado o cardiologista, receitei, então, um antihipertensivo de primeira linha, um destes que qualquer hipertenso já tomou sem problemas e até 3 vezes por dia. Mandei, assim, que a paciente tomasse 1(um)comprimido e que me avisassem mais tarde. No início da noite daquele sábado, fui avisado que, mesmo com tempo ruim e chuvoso, haviam levado a paciente para verificar a pressão novamente e que ainda estava alta, motivo pelo qual, já bastante a contragosto pela consulta telefônica, receitei mais 1(um)comprimido do antihipertensivo corriqueiro.&lt;br /&gt;A 1 hora da manhã de domingo a filha me chamou no pronto socorro, dizendo que a paciente estava lá, pois tinha sido encontrada caída. Mesmo achando que o caso ainda seria cardiológico, como desde um princípio, levantei-me da cama e com chuva e frio, fui até o PS. Lá chegando, senti de imediato a agressividade da família contra mím, como se eu fosse o culpado da doença ou pelo quadro. O que se tornou mais evidente quando um outro familiar disse que aquilo havia sido culpa dos comprimidos antihipertensivos dados para tratar a pressão alta, como se na situação prévia houvesse um outro jeito. A paciente estava gemente, obnubilada, antes havia queixado dor no peito e vomitado, já havia sido atendida pelo clínico e verificado que naquele momento estava com a pressão baixa. E estava sendo atendida pela enfermagem. Constatando que realmente era um quadro cardiológico, provávelmente um enfarto, e sentindo a agressividade e a imputação de culpa dada a mim, chamei um deles em particular e disse que aquele quadro era provavelmente um enfarto e que chamassem um cardiologista que estivesse de plantão e me retirei. Aliás, sem receber nem muito obrigado por levantar numa madrugada, com frio e chuva e por mais um dia inteiro de telefonemas, no dia anterior.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, cedo e de folga, ainda fui acordado com um chamado, talvez de uma outra filha, dizendo que a mãe não tinha tido enfarto, ou seja, dando a entender que eu, neurologista, havia errado o meu diagnóstico cardiológico de suposição e que ela ainda achava que tudo havia sido culpa dos remédios que eu havia receitado. E completou com um grosseiro: "Animal!!!", antes de desligar.&lt;br /&gt;Esqueceram-se os familiares que eu não sou cardiologista e que, também, se eu não havia podido ir já no primeiro chamado, que deveriam ter procurado um médico certo. Ou então que, se saíram com a doente duas vezes durante o dia para verificar a pressão, uma destas vezes com chuva, se esta ainda estava alta, deveriam ter procurado o pronto socorro, que está aberto sempre e que é o lugar certo para urgências. Que mesmo eu dizendo que não poderia visitar a doente desde o primeiro contato e se na minha primeira intervenção, não havia logrado êxito, obviamente que não era eu o indicado para tratá-la.&lt;br /&gt;E, por fim, esqueceram-se os familiares que a simpática velhinha contava naquele instante 85 anos e mais os seus riscos naturais de "chuvas e trovoadas" desta idade. Mas não, eu fiquei de culpado na história e isso não mudará nunca, não adianta explicar. Ainda bem que alguns de vocês me entendem. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-2322231867642115305?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/2322231867642115305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/2322231867642115305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/culpa-mdica.html' title='A culpa médica'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-63476702416800161</id><published>2008-04-22T16:04:00.001-07:00</published><updated>2008-05-12T02:37:19.005-07:00</updated><title type='text'>Coluna vertebral- novas técnicas de tratamento</title><content type='html'>Até alguns anos atrás, não muito distante no tempo, os males produzidos por alterações nos vários segmentos da coluna vertebral limitavam-se a ser tratados por emplastros, massagens, cirurgias descompressivas, coletes, repouso, imobilizações e muito desencanto. A par do desenvolvimento da cirurgia de coluna, junto vieram as atitudes fisioterápicas, que ao serem bem indicadas e bem executadas, constituíram-se em valiosa colaboração, mormente levando-se em conta o crescimento da especialidade.&lt;br /&gt;Recentemente, estivemos fazendo dois cursos no centro do país sobre cirurgia de coluna vertebral, onde novas, modernas e audaciosas técnicas nos foram apresentadas, inclusive com o aprendizado e treinamento em pacientes, as quais lhes apresento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, resumidamente, é preciso que recapitulemos alguns dados sobre a coluna e suas principais alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua mobilidade e por equilibrar e suportar o peso do crânio e seu conteúdo, a coluna cervical é o segmento que está mais sujeito às lesões degenerativas do envelhecimento, pelas microlesões crônicas sofridas; bem como pelas lesões traumáticas agudas, pela flexão ou extensão exageradas nos acidentes, o que é de fácil compreensão. Decorrendo destes fatores, a cercicoartrose do indivíduo maduro ou idoso, bem como as lesões neurológicas correspondentes, como compressão medular, distúrbios de marcha, compressão radicular ( nervos do braço), alterações vasculares( equilíbrio, vertigem e tonturas de forma incapacitante), limitação dos movimentos e dor cervical e/ou na cintura escapularé a alteração mais comum.&lt;br /&gt;O outro segmento mais comumente afetado, é a coluna lombar ; já aqui as patolo-ias ocorrem também pela mobilidade acentuada, ainda que não tão intensa quanto a mobilidade cervical, mas, principalmente, pelo peso e pressões que suporta. Como também por ser este segmento e suas estruturas( vértebras, ligamentos, disco intervertebral e musculatura) o ponto de maior incidência da multiplicação da força que o organismo executa e que a coluna suporta. Haja visto que aí se encontram as vértebras mais robustas do corpo humano.&lt;br /&gt;Nesta porção da coluna, a queixa mais freqüente é a lombalgia, a qual pode ter várias causas e associada a outros sintomas. Esta é causada por sofrimento discal sem hernia.&lt;br /&gt;Oturas moléstias são: hernia discal acompanhada de dor na face posterior do membro inferior, artrose lombar, estreitamento de canal lombar com compressão de várias raízes nervosas, deslocalocamentos de uma vértebra sobre outra, instabilidade no funcionamento articular, escoliose, desmineralização óssea, fratura traumática ou espontânea, o que também pode ocorrer em qualquer nível.&lt;br /&gt;Por fim, a coluna dorsal, que embora com o decorrer do tempo apresente freqüentes desvios, como cifose e escoliose, por seu alinhamento vertebral naturalmente cifótico também pode apresentar fraturas de corpo vertebral por hiperflexão ou fraturas patológicas( por tumores, osteoporose e tuberculose óssea). Mas, por ser um segmento protegido pelo arcabouço das costelas, é o que está melhor fixado e, por conseqüência, é uma sede mais escassa de sofrimento.&lt;br /&gt;As novas técnicas do nosso treinamento, as quais já estão sendo usadas por nós em Bagé permitem, entre outras coisas, substituir vértebras por material inorgânico de metal (titânio), por material plástico endurecido( acrílico) ou por osso halógeno ou liofilizado e outras novidades. A par disso, para tal, existem firmas que produzem esses materiais super-especializados atuando no Brasil, algumas delas em nosso Estado. E em especial a que nos cede todo o material para estas chamadas cirurgias instrumentais, além de todo o instru-mental cirúrgico para sua aplicação, que vem em caixas lacradas ( para cada tipo de cirur-gia, uma caixa especial), retornando depois de usadas.&lt;br /&gt;O nosso estágio cirúrgico atual permite que façamos estudos do disco intervertebral( discografia sem anestesia), que mesmo não estando herniado pode( ou podem) produzir lombalgia e requerer uma artrodese lombar; permite a realização de plástica de vértebra, ou vertebroplastia, indicada em osteoporose com dor, fraturas ou corrosão da vértebra( sem anestesia ou hospitalização).&lt;br /&gt;Além de cirurgias maiores, como as artrodeses instrumentais(cirurgias de fixação articular) lombar e dorsal com colocação de cilindro de fusão rosqueado ou espaçadores interdiscais que funde as vertebras envolvidas, usando-se instrumentos especiais e pequenos fragmentos de osso do próprio doente.&lt;br /&gt;Ou artrodese pelo uso de parafusos pediculares e hastes longitudinais em dois ou muitos níveis vertebrais, eliminando os movimentos que produzem dor; ou mesmo corrigindo desvios dolorosos ou incapacitantes. Técnica, aliás, pela qual recentemente operamos uma paciente que estava totalmente paraplégica por possuir fratura patológica de vértebra dorsal e que, dez dias após a cirurgia, já vira-se no leito e iniciou a movimentar os membros inferiores.&lt;br /&gt;E, ainda, a substituição de corpos vertebrais com fixação, feita pela face anterior do pescoço, na coluna cervical, com indicação na compressão neurológica por artrose severa, fraturas e em hérnias espontâneas ou traumáticas deste segmento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-63476702416800161?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/63476702416800161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/63476702416800161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/coluna-vertebral-novas-tcnicas-de.html' title='Coluna vertebral- novas técnicas de tratamento'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-2422303788788692433</id><published>2008-04-22T16:03:00.002-07:00</published><updated>2008-05-09T09:42:45.520-07:00</updated><title type='text'>A inocente cervejinha</title><content type='html'>Tempos atrás, o colunista Paulo Santana, muitas vezes polêmico em seus posicionamentos, teve a felicidade de tecer comentários sobre a facilidade com que as bebidas alcoólicas chegam até o consumo dos jovens, citando a participação automática de bebidas contendo álcool (onde antes existia o guaraná) nas prateleiras de qualquer evento que envolva a presença desta idade adolescente. E não deixou, o depoente, de ter absoluta razão, uma vez que a bebida, que antes era apanágio do consumismo dos adultos, que pretensamente possuíam mais responsabilidade ao beber, hoje se estende de modo destravado aos mais moços e, surpreendentemente, às mulheres jovens da mesma faixa, bem como às mulheres mais velhas que se tornaram cativas das estatísticas, como grandes consumidoras.&lt;br /&gt;Longe de considerar essa uma prática expúria, a democrática, amalgamática e descontrativa cervejinha ou equivalentes, é uma instituição quase que universal que faz parte social das comemorações as mais variadas. Ou, em outras palavras, o que seria do churrasquinho, do fim de tarde e da batatinha, da pescaria, da marcação de terneiros e de outros eventos despretenciosos e circunstanciais de aconchego como estes, sem a "loirinha suada"? Mas também muito churrasco já acabou queimado ou em queimaduras pessoais até graves, muita linha de pesca foi afoitamente desentocada e acabou em morte, por causa do mau uso dela, a cervejnha. Ou não?&lt;br /&gt;Mas voltando ao início, o que talvez tenha faltado ao articulista Santana naquele então foi o conhecimento técnico de alguns detalhes que lhes passo agora.&lt;br /&gt;O alcoolismo, sob o ponto de vista da Organização Mundial da Saúde, constitui-se numa doença; ao redor de 10% da população mundial que tem algum contato com o álcool padece deste mal (ou seja,10 em cada 100 pessoas que usam algu tipo ou quantidade de álcool, tem problemas com ele) em grau maior ou menor e em determinados países a incidência é até maior. E mais que isso, a ocorrência em mulheres vem aumentando marcadamente e cada vez mais vem atingindo idades mais jovens nos dois sexos. Por fim, sabe-se que a doença começa com um primeiro gole, que sua ocorrência pode ser desconfiada quando o consumidor perde o controle da quantidade que bebe e que estão imunes ao desenvolvimento da doença aquelas pessoas que não ingerem bebidas com este teor.&lt;br /&gt;E o alcoolismo é muito antigo, remonta provavelmente da época da primeira bebida destilada ou fermentada, o que deve ter ocorrido provavelmente por acaso. E mesmo as informações da Bíblia dão conta de que as filhas de Ló, irmão de Abraão, ao se verem ameaçadas de ficarem sem parceiros, embriagaram o próprio pai com vinho e o seduziram em noites alternadas, evidenciando também o descontrole a que se submeteram sob a influencia etílica e que as levou à prática do incesto. O que,aliás, ainda hoje ocorre com pais que seduzem filhas menores ou mesmo estupram-nas sob o efeito facilitador do álcool.&lt;br /&gt;Como se vê, uma democrática cervejinha pode se tornar em uma tirana, pelo seu uso descontrolado e pelo descontorle que possa causar. E em especial em relação aos jovens, chama-nos a atenção o risco da soma da irresponsabilidade natural desta idade com a oferta farta para consumo, acrescido das permissões acarretadas por qualquer pequena quantia de álcool, como o bom que é ter uma coragenzinha adicional para as coisas mais simples, tudo conferido pelo álccol. E podendo assim não julgar bem a extensão de suas ações facilitadas.&lt;br /&gt;E então, sob seus efeitos facilitadores, muitas vezes, é dada a partida para a “cheiradinha” diferente e extasiante, ou para uma baforada de certa fumacinha catingosa e entusiasmante, passando a gravidade do quadro a ser bem outra. E isto, acreditem, acontece com freqüência, é um risco que ronda o seu filho mais afoito ou mais desavisado. E é assim que, também, se faz um viciado em outras drogas.&lt;br /&gt;E por falar nisso, você conversa sobre drogas(que anda solta nos encontros noturnos da cidade)abertamente com seus filhos? E vigia de longe ou mais de perto, a quantia que ele costuma beber e a sua freqüência? Ou como ele chega à noite em casa?&lt;br /&gt;Pois, não é só e exatamente um problema de mau uso eventual da bebida ou das arriscadas outras experiências. Não é um mau uso como, eventualmente, pudesse ocorrer com um carro na mão de um adolescente, por exemplo. É que em um ou outro caso, dependendo das condições que andam soltas e outras pré-condições ambientais, provadas em álcool e drogas, implica em vício futuro, um caminho que depois fica muito feio e muito mais difícil de voltar, lhe garanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-2422303788788692433?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/2422303788788692433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/2422303788788692433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/inocente-cervejinha.html' title='A inocente cervejinha'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-3522522802394060851</id><published>2008-04-22T16:03:00.001-07:00</published><updated>2008-05-09T09:49:05.100-07:00</updated><title type='text'>Há vida depois do câncer</title><content type='html'>No passado, as civilizações tiveram níveis pouco aceitáveis na arte de curar, visto aos olhos de hoje. O mundo oriental possuia uma medicina nada ortodoxa se comparada aos modelos ocidentais, que nos servem de exemplo; já no Egito, seus profissionais possuiam uma condição mais elevada nas côrtes faraônicas. Ambas, exemplos com elevado grau de acurácia. Basta dizer que os egípcios praticavam trepanações com freqüência, com o intuito de curar males do cérebro e do corpo, que escapassem ao comum, principalmente aqueles que julgavam estar acometendo, também, o espírito do enfermo.&lt;br /&gt;Ao longo dos séculos, a medicina tem se deparado com verdadeiras catástrofes sanitárias, com risco elevado e muitas perdas de vida. Desde a Bíblia, tivemos a peste e a lepra, devastando o mundo conhecido de então, sem que tivessem conseguido uma vitória no combate a tais males. Depois, tivemos a peste negra, a bubônica e o cólera. E, já no século XX, tivemos a gripe espanhola que em 2 ou 3 anos ceifou 30 milhões de pessoas, as quais morriam de encefalite sem que as autoridades médicas algo pudessem fazer. E por fim, afrontando escassos recursos e poucos conhecimentos concernentes, no fim da primeira metade do século findo a humanidade foi atingida pela tuberculose, de mórbido apetite; uma epidemia que, aliás, hoje recrudece.&lt;br /&gt;As conseqüências emocionais na população, quando da notícia de tais surtos, dificilmente poderiam ter sido menos espantosas já que todas tinham um significado final de risco e morte. No entanto, quanto ao que ocorreu com a epidemia do câncer, na virada da metade do último século, uma doença fruto da modernidade, seja por algumas de suas causas ou pelo avanço científico que a tratou, desvendou e que por ele foi vencido, parece ser um tanto distinto.&lt;br /&gt;Houve um tempo em que o câncer ganhou um recôndito lugar da opinião pública, onde se alojavam as coisas misteriosas e proibidas, pelo risco de ser citado abertamente; passando a ser chamado de "doença ruim". Além do que, as pessoas que tinham este diagnóstico passaram a ter uma previsão irreversível de morte; e, no início, assim o era, realmente. Tudo por que a competência da ciência médica corria em uma velocidade inferior à da doença, de todos os tipos e em todos os órgãos.O fato da população, nos primórdios, citar o câncer "à boca pequena", foi produto do que havia sido feito com a cultura da doença e com graves prejuízos ao seu necessário enfrentamento. Pois, também, esta ligação cultural malsinada, envolvendo uma doença grave, por certo colaborou para que o combate que lhe era feito durante um tempo se tornasse impotente. E os passos da ciência precisaram vencer a genética, a histologia e a proliferação de tumores, tendo que vencer, também, preconceitos; enquanto cada família tínha um paciente canceroso cuja morte era lamentada.&lt;br /&gt;Foram necessários ao redor de cinqüenta anos para vencer-se a epidemia, Hoje, quase que totalmente controlada, como não aconteceu às epidemias do passado, graças à ciência médica atual. Lentamente, a cultura, no que lhe tocava, mudou muito e hoje as pessoas não mais se assutam ou se descontrolam com tal perspectiva. Muito pelo contrário, entenderam que é preciso fazer o diagnóstico precoce. Felizmente, muitos aprenderam a fazer exames preventivos: mamas, próstata, colo de útero e o pronto esclareceimento de sintomas estranhos; tudo transformou-se em uma nova rotina investigatória que associada à mudança do comportamento cultural, que retardava diagnóstcos e diminuia as chances, transformou as estatísticas, positivamente. Hoje em dia, que família ou amigo não tem alguém que curou-se de um câncer?&lt;br /&gt;E, como a natureza requer desequilibrios para buscar sua hormonia, havendo mais vida agora após o câncer, é possível prever que outra epidemia há de se formar. E não é a Aids, que em breve será vencida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-3522522802394060851?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3522522802394060851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/3522522802394060851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/h-vida-depois-do-cncer.html' title='Há vida depois do câncer'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-1418351727247012814</id><published>2008-04-22T16:02:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T07:46:34.887-07:00</updated><title type='text'>Tô stressado</title><content type='html'>Os meios de comunicação, com seu importante domínio exercido sobre a qualidade das informações que recebemos, em alguns casos, de forma quase escravagista, muitas vezes nos impõem verdades incompletas; e que por consequência, à partir delas, formamos conceitos defeituosos. Principalmente na área médica, que por sí só exerce um fascínio sobre a população em geral, onde o risco de se saber somente uma meia verdade, ou às vezes até menos que isso, é muito grande; é exatamente a área onde se exercita mais essa afirmativa. Ou seja, um acúmulo de informações que chegam ao espectador, leitor, ouvinte etc, o qual sai a fazer misturas com os seus conhecimentos prévios, muitas vezes também incompletos, com suas vivências pessoais e misturando, também, com suas ansiedades e necessidades. O que acaba com um resultado sempre longe do verdadeiro e não infrequentemente perigoso.&lt;br /&gt;Os exemplos são muitos, mas quero tecer comentários sobre o significado real da palavra inglesa"stress", que traduzida para o portugues quer dizer situação como urgência, força maior, ênfase e que se popularizou entre nós como tradução de "vida sob sufôco", eventual ou permanente. Logo, expressando um conceito incompleto, além de estar muito longe do verdadeiro, que para melhor informá-los, teço algumas considerações.&lt;br /&gt;O "stress", antes de ser uma situação patológica e deletérea ao organismo, é uma reação sem a qual a raça humana ou qualquer outro ser vivo de outra espécie, não estaria vivo sobre a terra, se tal não ocorresse."Stress" deve ser entendido antes de mais nada como um conjunto de reações encontradas nos organismos vivos frente às situações em que, seqüente a ele, seja necessário uma adaptação ao meio, sejam elas quais forem.Por exemplo, se a temperatura baixa súbitamente, o seu termostato, que inclui a sua pele com suas terminações nervosas e a condução da informação de que está frio ao cérebro, onde é analisada, acaba provocando no seu organismo uma série de reações que fazem a pessoa que sentiu o frio, voce no caso, sentir também a necessidade de colocar um agasalho adequado à ocasião e à circunstância. Com o calor é a mesma coisa; se voce leva a mão numa chapa quente de fogão, logo corre pelo seu braço uma informação urgente até o cérebro que ordena que voce retire imediatamente a mão daquele lugar que está lhe causando um dano; ou o dano será maior. A tudo isso chama-se "sterss" e assim, antes do "stress" ser uma situação entendida como danosa(Ahi, não aguento mais, estou stressada, é o que se diz!),ele é uma resposta, como nos exemplos dados, muito mais benéfica e importante à manutensão da vida do que se possa imaginar. Repito, não estaríamos sobre a terra se não fosse ele e, por isso, "viva o stress"! Então, resumindo, o"stress" é uma resposta normal, fisiológica e necessária aos seres vivos em sua adaptação ao meio ambiente.&lt;br /&gt;Acontece que essas reações demandam uma série de respostas hormonais no organismo e são também consequência à resposta do cérebro, liberando hormonios, como a adrenalina, por exemplo, que produzem vasoconstricão, palidez, taquicardia, hipertensão arterial, secura na boca e contratura muscular. Igual como em um susto qualquer, ou como quando voce é despedido do emprego, ou como quando voce se vê envolvido num assalto, ou quando não sai o seu pagamento e as suas contas atrasam. Ou, como quando voce bate o seu carro, até uma buzina que soe ao seu ouvido.&lt;br /&gt;Enfim, situações do dia-a-dia que, se ocorrerem com frequência ou continuadamente ou se, ao menos, você se sentir ameaçado por elas, a resposta do seu sistema neuroendócrino será constante, em uma resposta de"stress" contínuo. O que poderá levar a uma doença orgânica ou mental, caso o organismo se mantenha por longos períodos sob este estado. Sendo as mais comuns, a hipertensão arterial sistêmica desta origem, a úlcera nervosa e a ansiedade ou a aflição, conhecida como nervosismo, apenas para citar entidades bem conhecidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-1418351727247012814?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/1418351727247012814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/1418351727247012814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/t-stressado.html' title='Tô stressado'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-4269996158624009237</id><published>2008-04-22T16:01:00.002-07:00</published><updated>2008-05-11T07:55:56.481-07:00</updated><title type='text'>O fumo o deixa burro!</title><content type='html'>Por ter sido um médico mais velho, com todo respeito que mereceu em vida e, com a permissão de seus filhos e netos, meus camaradas e, alguns, até, meus amigos, vou ilustrar esta crônica com uma passagem da vida do Dr. Oscar Salis Filho. O referido doutor, além da clínica médica, tinha como especialidade a tisiologia, ou seja, tratava da doença pulmonar tuberculosa e dentro dela, atuando de forma dedicada. Sendo que uma das recomendações que, pela presença da enfermidade, fazia aos seus doentes, era a de não fumar. Ele, no entanto, acendia algum de vez em quando e, sendo, sabidamente, controlado em seus gastos pessoais, preferia manter o hábito de não comprá-los. Desenvolvendo, então, uma mania que acabava sendo desconfortável aos seus amigos mais chegados, qual fosse, o de "filá-los". E, desta forma, restringindo, ao máximo, o seu consumo. Conta-se que, certa vez, ao pedir um cigarro a alguém de seu círculo de amigos, notando neste uma certa atitude contrafeita, disse desconcertado: "É Fulano, eu fumo mas não trago". Tentando, talvez, explicar o fato de ser médico, fumante e, sobretudo, pedinte. Ouvindo, então, em resposta: "É....., mas deveria trazer!!".&lt;br /&gt;A verdade é que, entre as restrições médicas ao cigarro que existiam à época do saudoso doutor, há 30-40 anos ou mais no seu exercício clínico, o qual, também, por fumar quase nada, chegou a longevidade como uma pessoa saudável, ditas restrições não eram tão volumosas, precisas e exatas como as que a ciência, que tenta conservar a vida e a qualidade de vida, nos oferece hoje em dia.&lt;br /&gt;Poupar-lhes-ei de ler-me citando a vastíssima gama de enfermidades causadas pelo cigarro, todas confirmadas pela ciência médica e o quanto ele limita a vida e a qualidade de vida que cada fumante passa a experimentar a partir de um certo ponto, uns mais cedo, outros mais tarde. São muitas as nefastas consequências, toda a literatura leiga as informa de modo eficiente e, assim, todo mundo tem conhecimento deste flagelo, a maioria sem tomar providências. O que é a causa da minha admiração. E os argumentos de defesa dos fumantes são os mais esdrúxulos possíveis, sendo o mais comum deles, é o de mostrar anciãos de 80 anos, que fumam. Esquecendo-se, nestes casos, de aonde e com que vitalidade estes mesmos fumantes chegariam se não fumassem. Além de, principalmente, desconhecer o que um médico vê no seu consultório e, principalmente, numa UTI, quando assiste a um fumante.&lt;br /&gt;Confesso-lhes, uma das coisas que mais desejo como pessoa é ter oportunidade e tempo de poder pensar e pensar, para poder descobrir a explicação de certas coisas que acometem o homem e que são consequentes ao comportamento humano de escassa cognição das verdades, e uma delas tem sido esta.&lt;br /&gt;E exemplifico-lhes com um caso: Como explicar, por exemplo, que uma pessoa que já teve uma mãe que foi vítima de enfermidade causada pelo cigarro, a qual, as consequências padece até os dias de hoje e que, no presente tem um pai preso a um leito de morte pela mesma causa, tenha a lucidez (?) e a coragem(?) para ainda acender um cigarro?!É uma ação em que, por certo, a inteligência não deve estar envolvida! E sim o vício, que leva a um tipo especial de emoção envolvente! Sendo que, daí tiro minhas conclusões: de que o vício do cigarro, além de todos os males que causa, também emburrece o indivíduo. Só pode!&lt;br /&gt;Mas, ainda há quem diga:"É mas o doutor já fumou e já bebeu!!" Ao que respondo: "E muito!". Mas, esta constatação prova duas coisas: primeiro, que é possível parar e, segundo, que o doutor em questão, ao menos, largou do vício antes de ficar burro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-4269996158624009237?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4269996158624009237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4269996158624009237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/o-fumo-o-deixa-burro.html' title='O fumo o deixa burro!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-5210705882563905136</id><published>2008-04-22T16:01:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T08:07:08.954-07:00</updated><title type='text'>A relação com o paciente</title><content type='html'>Todo o médico deveria entender que aquela pessoa que lhe adentra o consultório é um ser globalmente doente, no corpo e na alma. Independente do grau de conhecimento ou desconhecimento que possuem um do outro, os primeiros contatos, a começar pelo visual e seus desdobramentos, seguido do que o médico vai ouvir e como vai ouvir, incluindo o nível de atenção dispensado ao enfermo e a importância dada as suas queixas, por banais que sejam, os dez minutos iniciais da consulta são os mais fundamentais na possível cura da enfermidade que os aproxima. Por que é o tempo em que se forma a empatia e, ao mesmo tempo, a confinça.&lt;br /&gt;Os médicos não aprendem em uma disciplina na faculdade como portar-se de forma a provocar confiança, a ponto de seu comportamento influir em um desfecho positivo; habitualmente, nada vai além dos conhecimentos científicos.&lt;br /&gt;Mas, sendo a medicina uma arte, ela depende primeiro de intuição; ou seja, por conseqüência, o bem que é transferido ao doente em atitude automática pelo facultativo. Além do que, ela depende do que o médico possa aprender na prática e no aprendizado científico. Por esse binômio alguns médicos relacionam-se melhor e outros de forma pior com seus pacientes, o que resulta em consultórios mais cheios, os dos confiá-veis, e outros mais vazios, os daqueles que só tem nome pelo grande ou mesmo escasso conhecimento.&lt;br /&gt;É de bom tom, na promoção da relação em questão, receber o paciente em pé, apertar-lhe a mão, olhá-lo nos olhos e chamá-lo por seu nome; escutar a sua queixa com interesse e atenção e valorizar tudo, até coisas que pareçam fúteis. Pois, é com uma boa história, bem conduzida de ambas as partes, que se faz a maior parte dos diagnósticos. Mas, não só por isso, pois é nesta fase que se estabelece, também, a relação mútua de simpatia. E, é nesse ponto da consulta que surge, ainda, a empatia do médico pelo seu doente, o sentir o que o paciente sente, sentimento esse tão fundamental no ato de curar. Principalmente, levando-se em conta que todas as doenças, embora orgânicas, possuem um componente emocional mais ou menos intenso, como causa ou como coadjuvante. Sem nunca esquecer uma norma fundamental: que um paciente posto a vontade para falar, via de regra, nestes dez minutos iniciais de entrevista, coloca o médico ao par da sua maior angústia, quase infalivelmente.&lt;br /&gt;Por outro lado, a doença é uma quebra da integridade da pessoa antes saudável; somente isso, além da eventual enfermidade orgânica em si, é o suficiente para torná-la apreensiva, com o humor em baixa e um sentimento de flancos vulneráveis. É com esta possibilidade de doença psicossomática ou somatopsíquica que o médico trabalha, quase sempre uma entidade desconhecida da pessoa sã, que de súbito foi assaltada e que a transformou em refém. E tal, inconscientemente, representa uma gradação da morte; lá na ponta, é o que representa a doença em termos amplos, a morte. Então, o médico deve ser sabedor que é com este quadro e na ajuda desta luta contra um grau de morte, e a angústia que isto trás, que ele trabalhará sempre.&lt;br /&gt;É necessário ter consciência, também, ainda que existam pacientes consultadores crônicos, que a maioria dos que chegam a um consultório médico, o fazem com um certo esforço; pois, uma pessoa mentalmente sã não tem prazer de ir a médico ou de entrar em hospitais; uma evidência que aumenta mais ainda a necessidade da boa relação proporcionada pelo médico. E é preciso ter-se em mente que, se o médico convive com o conhecimento genérico ou especializado das enfermidades, aquele paciente que ele tem diante de si é alvo, de regra, de um grande desconhecimento; e que, embora o médico saiba o que possa ser o vir- a- ser do paciente, a este tudo é névoa. E o desconhecimento leva à fantasiaa qual, no particular, nunca é boa e esta o leva ao medo; quando não ao pânico.&lt;br /&gt;E toda essa situação ameaçadora, muitas vezes, é traduzida em um choro sem dor física. É que nem sempre o paciente chora por dor ou depressão, mas o faz, sim, por que tudo nele se transformou em um desamparo promovido pela surpresa da enfermidade.&lt;br /&gt;E é nesta preciosa relação que o médico deve tanto amparar quanto curar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-5210705882563905136?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/5210705882563905136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/5210705882563905136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/relao-com-o-paciente.html' title='A relação com o paciente'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-8079761547427327531</id><published>2008-04-22T16:00:00.002-07:00</published><updated>2008-05-11T08:19:40.004-07:00</updated><title type='text'>Erro de família</title><content type='html'>Sendo o médico um ser humano que trata de vidas, seria hipocrisia achar que ele não erra. Erra, sim senhor, e não são poucas as vezes ao longo de uma existência neste posto. Os erros mais comuns são por negligência e incompetência, poucos difundidos na imprensa e alguns veiculados pela históriografia popular, mas cada vez mais comentados e investigados e onde a veracidade se distorce à cada interlocução. Embora a compreensão e o entendimento, aqui não é dada guarita, e nem poderia ser, a esse tipo de situação; mas, também, não os julgamos, pois para tal existe o foro da opinião pública, da justiça médica e, até, da justiça comum.&lt;br /&gt;Em contraponto, existe um foro, o foro íntimo de cada médico, onde são guardadas incontáveis histórias sobre o procedimento familiar indevido, intervindo na relação médico-paciente, algumas vezes visando a cura, mas muitas vezes com resultados negativos, de forma deliberada ou não.&lt;br /&gt;O Código de Ética Médica prevê que quem delibera sobre a sua saúde é o paciente e, no seu impedimento, geralmente por questões de saúde, quem decide é o seu familiar.&lt;br /&gt;Baseado neste preceito, o médico não pode e nem deve contestar decisões concernentes, favoreçam elas ao paciente ou não. Neste particular, é uma espécie de engessamento, mas que, pensando bem, salvaguarda o próprio profissional.&lt;br /&gt;Tempos atrás, tive um paciente cronicamente enfermo e sem um diagnóstico bem elucidado, rodeado por uma família já acostumada à idéia de morte, fato que não é incomum na prática diária. Foi atendido em casa e em caráter de emergência e, ao constatar que o quadro básico poderia ter uma possível solução, fosse na qualidade de vida ou no prolongamento dela, sugerimos investigá-lo melhor. Momento em que os familiares começaram a discorrer sobre vantagens ou desvantagens – inclusive econômicase. O paciente, que não podia falar, não opinou. Resultou que a investigação não foi aprovada e a contagem regressiva do infeliz prosseguiu.&lt;br /&gt;Em outro caso, tratava-se de um traumatizado de crânio grave, com grande risco de vida, internado ainda na velha UTI da Santa Casa, ao lado do bloco cirúrgico, o que representava um grau satisfatório de operacionalidade técnica, se necessário. Mas a família, bem intencionada, resolveu removê-lo para um centro com mais recursos, no quê, dadas as más condições do paciente, que estava atrelado a um respirador artificial, foi desaconselhada.&lt;br /&gt;Como nestes casos o juízo crítico dos afetivamente envolvidos fica perturbado, o ideal seria que ouvissem a opinião não emocional de um técnico, preferencialmente, com experiência. Pois neste caso, apesar da opinião em contrário, o paciente foi levado em viagem para outro centro, sob a responsabilidade dos pais. Mas, aos vinte minutos de vôo, fez uma parada cardio-respiratória, sem condições de reversão e morreu.&lt;br /&gt;No primeiro caso, acomodação, a desumanidade e a omissão e, no segundo, aconteceu a morte pelo desespero que perturbou a sensatez.&lt;br /&gt;Conclui-se que, quando surge uma doença aguda, ou mesmo de curso crônico, em um membro qualquer da família, surgem reações normais e equilibradas; mas muitas vezes afloram reações psicopatológicas dependentes da personalidade prévia do familiar e/ou do relacionamentoda família com o doente; aflorando, então, a culpa e/ou a superproteção na hora da enfermidade. Além do quê, existem mais fatores a prejudicar um tratamento ou uma conduta médica qualquer adequada, quais sejam, a freqüente desinformação e a fantasia, entre eles.&lt;br /&gt;Nestas circunstâncias conturbadas, o paciente que deveria ser o único beneficiário, com freqüência padece resultados negativos em seu tratamento e, não raramente, até com a morte.&lt;br /&gt;Sem que ninguém e muito menos o médico, como testemunha, possa clamar contra grosseiros erros de família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-8079761547427327531?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/8079761547427327531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/8079761547427327531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/erro-de-famlia.html' title='Erro de família'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-860551676066757964</id><published>2008-04-22T16:00:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T08:28:49.281-07:00</updated><title type='text'>A doença como arma</title><content type='html'>Ainda que possa ocorrer em um ponto máximo no qual o pessoa simula uma doença para com ela auferir vantagens sobre as circunstâncias ou circunstantes, não é incomum que, na vigência real de uma doença física, um paciente aumente e/ou prolongue o sofrimento manifesto para se beneficiar além dele, ou seja, mesmo que o sofrimento corresponda`a queixa, procure obter, como proveito, maior atenção do entorno a sua dor em si.&lt;br /&gt;Para começar, qualquer mãe e qualquer avó sabe que iste pode acontecer desde a tenra idade, quando crianças. Por lactentes que sejam, percebem a ansiedade de quem as atende na ausência da mãe, com freqüência a avó e, o mais das vezes faz uso de seu pretenso desconforto para ganhar o calor de um “colinho”, a atenção que vem com este gesto, o conforto etc.&lt;br /&gt;Não raro, crianças pequenas adoecem frente ao trauma da ausência brusca da mãe ou dos pais, mudam de comportamento e até febre têm nesta circunstância. Nestes casos, pode-se atribuir tal fato a um episódio de insegurança pela perda, a qual pode levar a um quadro de depressão transitória, o que não enquadra-se exatamente dentro do tema proposto, mas tem com ele participação. E, então, o desfecho do quadro poderá levar a uma situação de culpa por parte de quem se ausentou, o que a criança aprenderá que, para não ter mais a má experiência bastará simular os sintomas, que na primeira vez eram reais e deram certo. E, neste caso, o ganho secundário será até maior, pois culmina, às vezes, com o cancelamento de uma possível nova ausência por parte dos pais. E, aí, é a vitória! Assim começa o domínio do ambiente, que vai se tornar cada vez mais doentio e cada vez mais rebuscado com o passar dos anos; é o início da manipulação.&lt;br /&gt;Fingir qualquer dor( fator subjetivo) para transferir um compromisso, a aula por exemplo, é coisa comum, tão comum que todo mundo faz ou fez. Mas, a medida que a personalidade amadurece e que junto amadurecem as capacidades e as limitações do indivíduo, associadas às dificuldades de dominar o ambiente ou não, é possível que esta arma secreta, apreendida em criança e desenvolvida na sedimentação da personalidade, até com certo grau de maquiavelismo e/ou sadismo, vá fundir-se na pessoa, de cuja conduta será parte integrante; junto a atos deprimidos e/ou dominadores.&lt;br /&gt;Forma-se uma pessoa que, na vida diária, usará de recursos extras para barganhar, muitas vezes em forma de um carinho; do qual, na realidade, tem carência.&lt;br /&gt;A estrutura mental de pessoas assim, é de tal forma ardilosa e envolvente , que habitualmente existe por trás dela uma família acostumada a atender aos seus pleitos, sentem-se pressionadas a isso e sob seu manejo corre na volta e faz coisas impossíveis para satisfazê-la e, também, por isso, o desvio de conduta progride.&lt;br /&gt;Não raramente uma pessoa assim pode adoecer de verdade, mas seu sintoma será sempre mais intenso que o mesmo em outros pacientes, com difícil remissão e pode internar em um hospital. A queixa mais comum é a dor ou um desconforto – que só ela quantifica, algo quase sempre mal definido; e por causa disso é comum que já tenha consultado mais de um médico antes do presente. As características de sua patologia são nebulosas, o diagnóstico é impreciso, principalmente, se a sintomatologia maximizada engana o médico. E isto é algo que o paciente quer, que está acostumado a conseguir e, sendo que o que deseja é prolongar a internação e o cortejo de familiares ansiosos à sua volta, sente mórbido prazer com a internação.&lt;br /&gt;O tratamento, via de regra, pressionado pela prolongada queixa e pelo sofrimento demonstrado, é sintomático e não causal, visto que a queixa é urdida para ser um diagnóstico impreciso. E , como a melhora que a família espera nunca vem e, porque, para a ou o paciente, muito tempo com um mesmo profissional pode levar ao seu desmascaramento, é comum que ocorra a troca de médico, recomeçando o ciclo e prolongando a manipulação. !!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-860551676066757964?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/860551676066757964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/860551676066757964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/doena-como-arma.html' title='A doença como arma'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-79288321962416302</id><published>2008-04-22T15:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T08:38:28.323-07:00</updated><title type='text'>A mente, a doença e a morte</title><content type='html'>Porque será que o nosso corpo adoece? Será porque está ficando velho, porque comeu isso ou aquilo, porque trabalhou de mais ou de menos, uma chuva fria ou falta de exercícios adequados, porque tropeçou ou porque correu demais? São algumas possibilidades entre um sem número de explicações mas, será que uma dor de estômago em determinada pessoa é mesmo da melancia com uva, crença comum? E porque pessoas submetidas ao mesmo ambiente e em condições semelhantes, uma adoece com mais freqüência que a outra? Ou, em outras condições, um filho é mais desastrado que o outro, ferindo-se mais amiúde?&lt;br /&gt;As causas das enfermidades do corpo, e muitas são genéticas, certamente vão além do ambiente que ele vive, das circunstancias e da casualidade e todas as justificativas dadas aqui não serão realmente todas, senão que faremos apenas um ensaio.&lt;br /&gt;O médico americano Bernard Siegel, que trabalhava com pacientes terminais na Universidade de Yale, nos quais pacientes a vida já ia se esvaindo, tinha um material extremamente rico e apresentou uma série de argumentos baseados em suas observações. Dizia o médico, entre outras coisas, que a doença não é, necessariamente, uma sentença de morte para o paciente, mas um sinal de que sua vida deva ser redirecionada; que não existem, obrigatoriamente, doenças incuráveis e sim pessoas que tem cura mais difícil ou que não tem cura. Em relação ao câncer, o qual tratava diariamente, referia que problemas emocionais permitem o surgimento de células cancerosas. Por exemplo, as pessoas podem desenvolver um câncer de 12 a24 meses depois de uma grande perda afetiva ou profissional, porque a sua frustração não foi devidamente expressada e tratada. E resumia dizendo, que não existiam doenças incuráveis e sim pessoas incuráveis. Chama-lhe também a atenção que pacientes que tem uma nítida condenação clínica de morte por determinada enfermidade, ao se revoltarem contra o curso dos fatos, acabam não morrendo quando, supostamente, deveriam morrer. São pacientes que passam a valorizar mais a vida pela descoberta do sentimento de fé e de amor e tem mais condições de lutar contra o seu oposto, a morte. Mas, concluia realista, nem todas as pessoas foram feitas para se recuperar de doenças e nesses casos a inclusão de outros terapeutas é de marcado auxílio na busca de resultados que podem se chamar de positivos.&lt;br /&gt;E de onde vêm as forças que desequilibram os diferentes comportamentos? De um comando superior ao corpo, extremamente poderoso, pouco conhecido e ainda fora de controle total, a nossa mente. Exemplo comum, que todos conhecem, são aqueles casais de velhinhos, com uma vida inteira vivida juntos, alguns até por terem convivido as mesmas emoções, acabam ficando até com feições semelhantes, o que é exercido pela mente. É comum também, quando morre um deles, que o outro entre em processo de decomposição mental, com tristeza e depressão e o que ficou, de saudável que era, logo morre também, emocionalmente enfermo.&lt;br /&gt;Conhecí um rapaz vigoroso e hígido, cujo ego começou a sofrer um bombardeio muito grande com duas situações súbitas e desestruturantes: primeiro morreu-lhe o pai e logo sua companheira teve um filho indesejado. Á partir daí, passou a sofrer da coluna, com incapacidade de movimentar os membros inferiores; peregrinou por vários especialistas que, apesar de exames acurados, não encontraram justificativa orgânica para os sintomas. Guardou leito por muito tempo enquanto a mulher fazia as suas vezes, depois adotou uma bengala; aos poucos começou a sair e hoje, após vários anos, anda na rua, curado, depois que digeriu as suas frustrações. Efeito da mente.&lt;br /&gt;Algumas pessoas vítimas de maus hábitos ou vícios, que sabem que a longo prazo podem vir a adquirir uma doença consequente, como é que não conseguem interrompê-lo? Como uma cabeça não consegue discernir entre o prazer e o suicídio? Pela força exercida através de um indomado inconsciente, é claro, além do vício orgânico.&lt;br /&gt;É sabido que a depressão, não ou mal resolvida, produz uma imunodeficiencia no organismo e que o torna viável de adquirir uma série de enfermidades clínicas. Do mesmo modo, a raiva pode produzir gastrite, úlcera e envelhecimento precoce. A euforia e a angústia, o enfarte. Enfim, a chamada medicina psicossomática se refere a muitos envolvimentos da mente em cada sistema do organismo.&lt;br /&gt;A psicanálise, certamente, vai evoluir ao longo dos anos e permitir que o médico geral possa fazer um rastreamento mais acessível e mais popular da mente humana, para que se possa melhor ajudar a saúde do corpo, com o auxílio evidentemente do próprio paciente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-79288321962416302?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/79288321962416302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/79288321962416302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/mente-doena-e-morte.html' title='A mente, a doença e a morte'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3015966890725372698.post-4721459562110489968</id><published>2008-04-22T15:58:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T08:55:30.417-07:00</updated><title type='text'>Erro médico</title><content type='html'>Certa vez presenciei o envolvimento a que foram submetidos alguns colegas médicos durante a enfermidade de uma anciã, mãe de um deles. Vítima de uma patologia infecciosa grave, embora seu equilíbrio orgânico prévio fosse de bom nível para a idade, a senhora entrou em coma logo no início do quadro então presente. Ocasião em que foi montada uma verdadeira parafernália para atendê-la, quando foram disponibilizadas todas as providências técnicas do hospital e internação em ala isolada. Mas, principalmente, com um empenho geral desusado na busca da reversão do quadro, inclusive de seu filho, envolvido na equipe que a atendeu. Em um quadro que, inicialmente, mostrava poucas chances de recuperação, mormente pela idade muito avançada da enferma; mas, mister do empenho de todos, em especial do filho, e das boas condições prévias da doente, ao cabo de muitos dias a febre iniciou a ceder, a consciência a voltar, saindo ela do hospital deambulando amparada depois de um mês.&lt;br /&gt;Sem que se analisasse à época a competência empenhada, do episódio transpareceu um comportamento eficiente e um algo mais provido pelo espírito de coleguismo e até de amizade. O que, sem dúvidas, pesou no sucesso obtido.&lt;br /&gt;Eis um fato pela eficácia magnificada que não é incomum em casos semelhantes. Neste particular, não foi esta a minha primeira observação e tampouco será a última. Mas foi embasado nesta oportunidade que inspirei-me para iniciar a falar a respeito de erro médico, ao bulir em uma causa inversa à eficiência presenciada, qual seja, a negligência.&lt;br /&gt;Numa observação que só um igual pode ter e manifestar, certamente, se todos os médicos agissem em todos os seus casos com o denôdo mostrado por aqueles que tratam(ou presenciam o que é feito em) seus familiares, a negligência não constaria nos motivos de condenação por erros médicos. Assim, se me despir de um natural corporativismo e deixar transparecer uma inerente coerência, acabarei por reconhecer, públicamente, que, ao longo do exercício profissional, algumas vezes eu próprio e meus colegas, poderiamos ter agido de forma mais eficiente em nossas práticas médicas, indepedente de conhecimentos técnicos. E, sem nunca ter exercido vigilância, mas às custas de simples observação, até aqui foi fácil concluir que muitos de meus colegas, senão a maioria, também teriam feito melhor aqui e ali, ontem, hoje e sempre, em atuações que felizmente e por muitos motivos(incluindo a ausência de queixa) não produziram consequências aparentes. Na maioria da vezes, por uma questão do conhecido"erro humano". Fato que nossos conselheiros oficiais sabem muito bem, mas do quê nunca receberam queixas e, portanto, do quê não possuem provas.&lt;br /&gt;As demandas judiciais baseadas em erros médicos criaram grande impulso na prática médica nos Estados Unidos de 50 anos para cá, existindo por certo em outras culturas, onde a cidadania permite ações elevadas na sua manutenção. A ponto de, naquele país, ser criado um verdadeiro comércio de seguros contra os atos médicos mal praticados. Permitindo que as seguradoras a que os médicos foram obrigados a apelar e dar-lhes cobertura econômica, interferissem de forma quase regente, por motivos comerciais, na atuação profissional. Fosse por aumentar os custos do seguro do exercício seguinte a cada processo judicial sofrido, fosse por exercer uma vigilância velada aos doutores. Tornando a atuação, para alguns, um calvário de verdadeira carestia, fazendo com que uns desistissem da profissão, outros de entrar nela e muitos necessitando trabalhar com preços muito elevados e fora de mercado. A ponto de, motivado por essas razões e também pressionados por uma cultura popular de demanda judicial, os médicos americanos genuínos passarem a desempenhar especialidades que não os colocassem em contato direto com o paciente, relegando este risco aos médicos imigrantes, descendentes de hispanos, hindús e outros.&lt;br /&gt;Tais ocorrências tornaram-se fruto de uma cultura civilizada e científica que a sociedade foi adquirindo. Sabe-se que no passado os nossos médicos eram donos de um saber que somente a eles era concernente, muito distante do que os seus circunstantes pudessem entender, de tal modo que quando falavam e o que falavam era a tradução da máxiam verdade e incontestável. O que lhes concedia uma posição ilustrada, quase divina. Mal sabiam eles, médicos, que sabiam quase nada, pois recém florescia a moderna medicina, a qual hoje viaja em velocidades fantásticas no seu avanço. O que fez, naquele tempo, associado ao desconhecimento cultural da sociedade, à condição de médico quase deus e a sua própria ignorância rala ou profunda, com que os erros médicos, quando perpetuados, se dissolvessem. Os quais, aliás, qualquer juíz descaracterizaria como tais e os creditaria à penumbra do desconhecimento de então.&lt;br /&gt;A medicina evoluiu de forma astronômica; hoje em dia publicam-se toneladas e toneladas por ano de assuntos relacionados aos avanços da ciência médica, ainda que nem todos traduzam verdades definitivas; conhecimentos, muitos dos quais estão à disposição da cultura popular em qualquer noticioso ou publicação não especializada, principalmente na internet. As especialidade se multiplicaram, os recursos disponíveis ao médico cresceram da mesma forma, com conseqüências curativas, preventivas, promotoras de saúde e de beleza e, como se pode imaginar, com o advento de recursos jurídicos disponíveis. Par e passo à esta evolução, em muitas sociedades, o acesso aos recursos médicos tornou-se maior e mais amplo, ou seja, mais pessoas estão em contato com o médico e modernos hospitais em busca de seus serviços; de outra parte existem muitos mais médicos à disposição da população, multiplicando os atos médicos, seus acertos e seus erros.&lt;br /&gt;O erro médico moderno, então, em parte mas também em essência, é fruto da luz do farto saber não médico que se debruça sobre a prática médica; sobretudo um conhecimento que, ao mesmo tempo, adiciona ao rol da classificação das falhas médicas, além da negligência, que não prescinde de qualificação profissional e sempre foi possível existir, a imprudência e a imperícia.&lt;br /&gt;Assim, as demandas judiciais contra erros médicos vêm aumentando na mesma proporção da expansão da medicina, da multiplicação dos médicos e sua disponibilidade ao povo, esta muitas vezes excedendo à necessidade recomendada pela OMS para uma região devida, como por exemplo, a Grande Porto Alegre, onde existe 1 médico para 482 habitantes, ou em um Estado onde existem excesso de faculdades de medicina a formar mais de mil deles ao ano. Sem falar em outras regiões onde a densidade médica é maior ainda, como no Estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;De tal sorte que, por um lado, a isso é conseqüente um maior número de atos médicos e, por certo, de erros concernentes, creditados também a uma maior distância do paciente de seu médico e uma proporcional desafeição entre o par. Some-se ainda, mister deste ter que atender vários empregos para poder manter-se e até custear jornadas, cursos e congressos que o aperfeiçoem, o médico obriga-se a uma menor permanência junto ao enfermo; como, também, é significativo o maior grau de civilidade da população, a qual hoje se rege por códigos de consumo; e os recursos à manutenção da saúde disponibilizados pelo médico nada mais são do um produto adquirido.&lt;br /&gt;Assim, com o tempo, a nova cultura da contestação do erro médico virá se expandindo de forma centrífuga pelas maiores, médias e menores cidades, acompanhando o progreso da ciência embutido na medicina, servindo de recurso e assitência aos pacientes nas eventualidades em que ocorra um erro profissional.&lt;br /&gt;E, como em nenhuma atividade humana o homem pode ser totalmentente livre e sim ser balizado, no mínimo, por sua consciência, esta nova tutela a que o médico é submetido com a possibilidade da demanda judicial deve incorporar-se ao seu superego e de alguma forma auxiliando-o no seu caminho.&lt;br /&gt;Não sem antes estar alertado que em algumas cidades de grande porte onde a média das demandas atingiu índices normais, alguns pacientes vêm adotando procedimentos ilegais ao simularem enfermidades, induzindo os médicos a realizarem atos clínicos e principalmente cirúrgicos, os quais serão posteriormente cobrados na justiça sob forma de indenizações, às vezes milionárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3015966890725372698-4721459562110489968?l=jbtdoencas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4721459562110489968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3015966890725372698/posts/default/4721459562110489968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtdoencas.blogspot.com/2008/04/erro-mdico.html' title='Erro médico'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
