terça-feira, 22 de abril de 2008

Neurologia sexual

A ciência, longe de qualquer outra atividade do intelecto humano, por suas características de seriedade em métodos de avaliação, tendo se voltado ao homem como um fim, acabou por tornar-se o maior aliado e amigo deste. E, por sua fidelidade na busca da causa e do efeito nos fenômenos examinados, quase sempre comprovados às custas de reiterados experimentos, tornou-se a maior aliada da verdade. Exemplo disto é o elevado número de mistérios que a medicina forense, p. ex., tem transformado em fatos irrefutáveis; inclusive livrando inocentes da condenação à morte.
A neurociência, encarregada das pesquisas na área do sistema nervoso mundo afora, é um ramo que demanda grande somas para sua atividade; é, talvez, o ramo da ciência que maior volume de conhecimento produza, desvendando o quanto ainda não sabemos sobre o tema; e que é muito.
Fruto desta área de pesquisa, eis uma descoberta interessante que lhes passo a seguir e que é do desconhecimento do grande público.
Ao ser completada a formação dos neurônios, lá pelo fim do quinto mês de gestação, poresse mesmo tempo formam-se as glândulas encarregadas da indução sexual, ou as gônadas: testículos nos fetos homens e ovários nos fetos mulheres. Imediatamente, elas passam a secretar seus hormônios correspondentes, induzindo a formação dos caracteres genitais primários de cada sexo. Mas também influenciando em parte na formação do tecido nervoso. A gônada masculina, p.ex., irá influenciar na disposição de alguns neurônios em sua maturação dentro do cérebro, em especial no território de uma estrutura chamada hipotálamo, dando-lhes um posicionamento tal para que o cérebro de um indivíduo masculino tenha, também, comportamento e atos masculinos, além de um pensamento característico de homem. Com o cérebro feminino será a mesma coisa.
É fácil notar-se o resultado destas influências, pois são conhecidos pensamentos, atitudes e comportamentos como típicos do homem ou da mulher. No caso delas, por exemplo, note-se a intuição, algumas aptidões e outras maneiras peculiares de lidar com vida, com um gestual peculiar, sempre de forma muito distinta do que faz o homem em situações iguais. Usando, para tal, funções cerebrais cujo desempenho foi orientado pela influência hormonal do sexo original na vida ainda embrionária. Esta influência hormonal das gônadas sobre o cérebro é mais um recurso da natureza em sua perfeição, para que venha a funcionar um cérebro feminino em um corpo feminino e nos machos a mesma coisa.
Mas cabe aqui uma consideração, a qual interessa a uma porção considerável da população, as pessoas homossexuais. Pode haver falhas neste sistema endócrino-tecidual acima descrito? Se muitas alterações congênitas ocorrem em outras áreas do corpo humano, é possível supor-se que neste sistema também aconteça. Sabe-se que as gônadas masculinas secretam também pequenas porções de hormônios femininos, o mesmo ocorrendo com as gônadas femininas, que secretam pequenas porções de hormônios masculinos. Assim, um estímulo errôneo, com inversão de influência sobre o tecido nervoso na formação intrauterina, com maior influência do hormônio feminino no feto homem e do hormônio masculino no feto mulher, explicaria a homossexualidade. Ou mesmo, sobre homens assumidos como tais, por força ambiental, que se sentem mulher ou o contrário.